O programa "Marília Gabriela Entrevista" deste domingo, dia 29 de junho, às 22h, no GNT, tem como convidada a desembargadora gaúcha Maria Berenice Dias. A pauta da atração será a união homoafetiva.

A entrevistada foi a primeira mulher a ingressar na magistratura do Rio Grande do Sul, é defensora da união civil entre homossexuais e criadora da expressão “homoafetividade”.

Maria Berenice revela ter sido discriminada assim que entrou na magistratura gaúcha e conta que o exame que as mulheres fizeram para conquistar a vaga foi diferente do dos homens. “Perguntaram se eu era virgem”, fala.

Uma das pioneiras na defesa das uniões homoafetivas, neologismo criado por ela, diz: “Temos uma lei em que a família é uma unidade de afeto e eu não vejo justificativa para que os homossexuais não sejam inseridos. O conceito de casamento é muito ligado à religião – ‘crescei e procriar-vos’ – e na relação homossexual isso não existe”.

Dedicada às questões familiares, a magistrada esclarece o funcionamento do processo de adoção por casais homossexuais e relata um caso de sucesso no Rio Grande do Sul. Aproveitando a polêmica sobre o registro de uma criança com dois pais, levantada pela novela Duas Caras, ela fala: “Houve avanço na mídia. Na primeira novela, um casal de lésbicas teve que ser incendiado por causa da reação pública, e a reação é a marca do preconceito”.