O contrato entre a operadora de TV por assinatura SKY e o canal aberto MTV encerrou em dezembro de 2007. Desde o início do ano, as empresas envolvidas negociavam a renovação do contrato. No dia 1º de junho, a operadora retirou o sinal da MTV da grade de programação, exceto para a grande São Paulo, sem comunicar previamente os assinantes e a própria MTV.

Nas semanas que seguiram a saída do canal, SKY, MTV, Abril, Organizações Globo e Abert publicaram diversos comunicados sobre o assunto. A MTV Brasil chegou a convocar seu público para protestar contra a retirada. Já a Abert acusou a SKY de transmitir ilegalmente o sinal da MTV para a grande São Paulo.

O Grupo Abril, em uma ação inédita, revelou os valores apresentados na proposta de renovação. De acordo com o comunicado enviado, a proposta apresentada consistia em reajustar o valor cobrado pela distribuição dos sinais da MTV Brasil de R$ 0,43 para R$ 0,52 (aproximadamente 21%). A diferença de R$ 0,09 no rejuste seria utilizada como bônus pela operadora em inserções comerciais no canal.

Além disto, a proposta incluia ainda os canais FIZ e IDEAL ao custo de R$ 0,44 cada um (por assinante), sendo este valor gratuito por 3 (três) meses, e nos 18 meses seguintes convertido em publicidade da operadora nas revistas da Editora Abril.

Nesta terça-feira, dia 2 de setembro, passados 91 dias após o início da crise pública, a SKY confirmou que as empresas não chegaram a um acordo e, devido a isto, o sinal da MTV Brasil também deixou de ser transmitido para a região da grande São Paulo.

A assessoria da MTV Brasil foi contactada nos últimos dias pela Redação vcfaz.net e até o momento não se pronunciou sobre o assunto.