Olá, internautas

Já divulgamos, neste espaço, as 11 melhores novelas da década compreendida entre 2011 e 2020. Agora, chegou a vez das 10 piores que deverão repousar no fundo do baú televisivo.

1 – Máscaras

A novela de Lauro Cesar Muniz, infelizmente, é um triste capítulo no departamento de teledramaturgia da Record TV que vinha com boas produções, desde a estratégia “A caminho da liderança” lançada em 2004. Trama confusa. Personagens que não cativaram o telespectador. A partir de Máscaras, as tramas contemporâneas perderam fôlego e, com isso, as novelas inspiradas no texto bíblico ganharam espaço.

2 – Babilônia

A novela das nove da TV Globo, de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, foi uma “bomba” jogada no colo do telespectador. A direção de Dennis Carvalho, Maria de Médicis, Giovana Machline, Pedro Peregrino, Luisa Lima e Cristiano Marques apostou ainda no clima “underground” com um roteiro que apostava no “submundo”. A novela errou na abordagem da homossexualidade e também na abordagem sobre os evangélicos.

3 – Apocalipse

Um verdadeiro apocalipse para o telespectador que acompanhou a trama inspirada no texto bíblico e com viés notadamente defendido pela Igreja Universal do Reino de Deus, mantenedora da Record TV.

4 – A Lei do Amor

A novela de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari apresentou seríssimos problemas na construção do enredo. Um bando de personagens que acrescentou em nada à história. Diversos núcleos paralelos poderiam ter sido perfeitamente sequer imaginados. Durante o desenrolar da trama, alguns personagens tiveram que morrer (o público nem sentiu falta) ou serem afastados da obra (o que ficou estranhíssimo).  Já outros mudaram de perfil. Entraram com ares malévolos para serem transmutados como bonzinhos.

5 – Remake Guerra dos Sexos

Mesmo com um elenco repleto de estrelas (desgastados…), o maior problema do remake de “Guerra dos Sexos” recaiu exatamente no principal ingrediente para o êxito de uma novela: o texto. O enredo dos anos 80 não ganhou uma merecida atualização. Tentou ser engraçada, mas não foi.

6 – Geração Brasil

A novela de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira tinha como grande preocupação a transmídia que permeou a estrutura do enredo. A trama foi construída para “bombar” nas redes sociais. Eis o erro básico. O público desfamiliarizado com as novidades da tecnologia ficou “a ver navios”. Já a “geração conectada” não ficou interessada na proposta da novela das sete. Resultado: mais um fracasso da faixa das sete na TV Globo.

7 – Além do Horizonte

A novela de Marcos Bernstein e Carlos Gregório passou despercebido pelo telespectador. O núcleo central da trama foi composto por jovens atores. Na época sem grande experiência como protagonistas, como Juliana Paiva, Vinicius Tardio, Christiana Ubach e Rodrigo Simas. Por outro lado, os “veteranos” circundavam nas histórias paralelas, como Flavia Alessandra, Marcello Novaes, Caco Ciocler, Alexandre Borges, entre outros. A obra investigava o que é a felicidade. Na realidade, o público descobriu uma trama infeliz.

8 – Sol Nascente

A novela das seis da TV Globo, assinada por Walther Negrão, Julio Fischer e Suzana Pires com direção artística de Leonardo Nogueira, não apresentou um roteiro que despertasse a atenção do telespectador. Luis Melo travestido de japonês Kazuo Tanaka foi um dos maiores constrangimentos da teledramaturgia brasileira nesta década. Ainda teve Giovanna Antonelli que interpretou Alice, uma filha postiça do “japa”. Não deu liga.

9 – Amor e Revolução

“Amor e Revolução” foi um dos fiascos no departamento de teledramaturgia do SBT. Isso provocou um novo rumo ao canal: apostar em tramas infantojuvenis que perduraram até o final desta década. A novela de Tiago Santiago explorou cenas de ação e espetacularização da violência, principalmente nos primeiros capítulos. Afugentou o público da emissora. Além disso, a obra não ganhou uma melhor contextualização com o quadro político e econômico dos anos 60.

10 – O Sétimo Guardião

A novela de Aguinaldo Silva e seus colaboradores trouxe nenhuma grande expectativa para o telespectador, mesmo com a série de assassinatos dos guardiães que fizeram nenhuma falta na reta final. Desde antes da estreia, “O Sétimo Guardião” já vinha envolta de polêmica. Os alunos de Aguinaldo Silva questionavam a autoria da história. Vai para o ar? Não vai? Terá multa diária? Esse problema até foi parar na Justiça. Depois, a “fofocaiada” tomou conta dos bastidores. Um determinado ator casado teria sido visto aos beijos com outra atriz no camarim. Os bastidores sobrepuseram o texto ficcional.

Fabio Maksymczuk