O programa Cartão Verde desta semana recebeu o ministro dos Esportes Aldo Rebelo, para ampliar o debate sobre as múltiplas questões que envolvem o nosso futebol e os preparativos da Copa do Mundo de 2014. O apresentador Vladir Lemos, ao lado do comentarista Vitor Birner, levou para o centro da atração temas polêmicos, como estádios, CBF e violência das torcidas. Vai ao ar nesta terça-feira, dia 27 de março, às 22h, na TV Cultura.

Ministro dos Esportes desde 2011, o alagoano Aldo Rebelo tem uma história de vida pública que vem desde os tempos de estudante, quando foi presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes). Hoje, aos 56 anos, ele afirma que seu maior desafio político não é o cargo atual. “Ser presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) no regime militar foi o mais difícil. O ministério dá muito trabalho, mas não há mistério, não há segredo”.

A construção de estádios é outro assunto que esquenta o programa. Perguntado se nenhum estádio o preocupa, o ministro afirma: “Todos recebem minha preocupação diária. Visitei todos, conversei com chefes de engenharia. A visita in loco me deu certa tranquilidade. As obras estão compatíveis com a agenda”.

Ao tema Copa do Mundo, Rabelo esclarece que não há nada difícil para ser contornado na Lei Geral da Copa. “Creio que ela seja aprovada”. Quanto ao compromisso assumido pelo Brasil para sediar o Mundial, ele completa dizendo que os países anteriores e os dois próximos, Rússia e Catar, já assinaram. “O Brasil assinou um compromisso e o governo irá cumprir todos eles”.

Perguntado sobre a CBF (Confederação Brasileira do Futebol) e o poder de seu ex-presidente Ricardo Teixeira , Rebelo economiza nas palavras. “Eu não vou comentar. Prefiro olhar para frente. Prefiro pensar um ministério para a democratização do futebol”.

Palmeirense e jogador de futebol nos finais de semana, Aldo Rebelo conta que Romário é o melhor em campo, mas nem sempre concorda com as opiniões dele sobre a Copa. Outro jogador que vem à tona é Neymar. “Não entendo por que essa campanha de tirar o Neymar do Brasil. Não vejo que zagueiros de fora dariam uma contribuição…”, diz.

Também a violência não ficou de fora da conversa. “Creio que precisamos aprender com quem enfrentou algo parecido, como os ingleses”, diz o ministro. Ele acredita num esforço maior entre o ministério público, a polícia militar, os clubes, entre outros, para combater a violência. Otimista, Aldo Rebelo nunca se desiludiu com o futebol e também filosofa: “Suas regras reproduzem a vida de maneira magistral”.