Em 11 de setembro de 2001, a cidade de Nova York foi o cenário de um dos momentos mais dramáticos e trágicos de todos os tempos. Dez anos depois, a cicatriz ainda está lá. Mesmo assim, na “Cidade que Nunca Dorme”, que não ganhou esse título por acaso, seus cidadãos não param nem por um segundo. Sempre andam para frente e se transformam depois dos momentos difíceis. Foi assim após a Segunda Guerra Mundial, por exemplo. A cidade também se reergueu após o atentado às Torres Gêmeas.

Para explicar esse espírito, o The History Channel apresenta o especial Nova York, A Supercidade, no dia 18/3, domingo, às16h. O programa viaja ao passado e imagina como seria Manhattan sem os gigantescos edifícios e o frenesi de suas ruas. Sua história começou há mais de um bilhão de anos e superou até mesmo a era do gelo – com evidências no Central Park, onde existem exemplares da “rocha errante”, trazida pela geleira em movimento.

Imagens geradas por computação gráfica pintam uma Nova York sem a ação do homem, mostrando que a Times Square já foi um pântano há 400 anos. O respeitável bairro de Murray Hill foi uma área verde de colinas e riachos, enquanto o rio Harlem, que separa a ilha de Manhattan do Bronx, era um curso de água cristalina rico em peixes e mamíferos marinhos.

O Upper West Side, lar de músicos, atores e escritores famosos, já foi um verdadeiro paraíso natural. Manhattan foi uma área de grande biodiversidade, muito produtiva, com lindas florestas cercando mais de 50 comunidades ecológicas. Há uma característica que liga diretamente a selva de pedra de hoje com o paraíso do passado: a água.

O programa traz estudos de engenheiros, arqueólogos, professores e outros profissionais, que explicam sobre a chegada dos primeiros povos que habitaram Nova York até a construção dos monumentais arranha-céus, incluindo o World Trade Center, sem deixar de explicar como funciona a economia, a sociedade, seu comportamento e até mesmo o transporte público. Lembra ao mundo, inclusive, de seu invejável sistema de distribuição de vapor que passa pela cidade do sul da ilha até a rua 96. Aliás, o túnel de vapor é um exemplo da incrível maquinaria que há no subsolo da cidade – pouco valorizado até mesmo pelos habitantes.