O ano letivo já começou e os alunos do terceiro da Escola Mundial estão sem aulas. A última professora substituta desistiu dos alunos devido ao estresse que passava todos os dias. Esse é o drama enfrentado por Helena e seus alunos no início da novela Carrossel, autoria de Iris Abravanel, com direção geral de Reynaldo Boury, que estreia na segunda-feira, 21 de maio, às 20h30, no SBT.

A ideia de fazer a adaptação, que tem aproximadamente 260 capítulos, partiu de Daniela Beyruti, diretora artística do SBT. “Ela guardava na lembrança os bons momentos em que nossa família reunida assistia Carrossel. Partiu dela o desejo de propiciar esta união entre pais, que naquela época eram crianças, com seus filhos”, revela Iris Abravanel.

A novela tem início com a chegada de Helena à Escola Mundial para assumir o cargo de professora efetiva. Helena traz consigo toda sua jovialidade, o desejo de lecionar e a disposição de propiciar aos alunos uma boa formação. Ela é a primeira e a única a conquistar todas as crianças do terceiro ano, batendo de frente com as regras e exigências da impetuosa e rigorosa diretora do colégio, Sra. Olívia. Helena está sempre disposta a colaborar com todos, não só conquista a confiança dos alunos, como também acaba se envolvendo com os conflitos pessoais e familiares. Ela passa a ser, além de uma professora, uma grande amiga e conselheira. Helena encontra no velho Firmino, o zelador da escola, um fiel amigo. Os dois agem como conciliadores nos conflitos provocados pela autoritária Olívia, que não gosta da tolerância excessiva da professora com relação aos alunos. Firmino conhece todos os alunos e funcionários da escola e sabe lidar com cada um deles, até mesmo, com Dona Matilde, a exagerada professora de música, que sempre sofre com as travessuras das crianças e está sempre estressada.

Quando Helena fica doente, a professora Suzana chega para substituí-la e acaba cativando também o coração das crianças – Suzana quer o posto de Helena. A professora de música, Matilde, enlouquecida, deixa a escola e é substituída por Renê, que forma uma banda com os alunos do terceiro ano e tem um romance com Helena.

Carrossel retrata o dia a dia das crianças, abordando conflitos reais e atuais: o menino que não fez a lição de casa, a menina que tem dificuldade de se enturmar na classe, o garoto frágil espezinhado pelo grandalhão na hora do recreio e todos os tipos de bullying sofridos na escola e na infância.

O bullying é um veneno que está destruindo nossas crianças e aterrorizando professores. Mesmo suavizado, é impossível nos desviarmos desse assunto tão sinistro em nossas escolas. Queremos gerar esta mesma indignação nos nossos telespectadores mirins, para que se conscientizem das consequências danosas que o bullying pode provocar”, explica Iris Abravanel.

Os conflitos da novela se desenvolvem tanto na rotina escolar, quanto no próprio núcleo familiar dos alunos. A relação com os colegas, professores e pais, é apresentada sob o ponto de vista das crianças, abordando os conflitos interiores que as afligem: medos, culpas, preconceitos, tristezas e inseguranças.

A narrativa está bastante fiel à original. Porém, colocamos mais romance e rivalidade no núcleo de professores, sempre de uma forma divertida”, afirma a autora.

No decorrer da história, valores como amizade, igualdade e respeito ao próximo são exaltados, permitindo crianças e adultos refletirem sobre temas atuais e importantes para a sociedade.

Com acesso a informática, os alunos da Escola Mundial vivenciam as vantagens e desvantagens do uso abusivo de toda essa parafernália da era digital.

O universo tecnológico das crianças hoje é infinitamente maior do que há 20 anos. Hoje elas usam celulares e toda parafernália eletrônica. As aulas estão mais interativas do que na antiga Escola Mundial. Abordamos também o fantástico mundo da imaginação infantil, criando histórias com contos de fadas”, conta Iris Abravanel.

Vivendo em universos paralelos, essas crianças encontram na Escola Mundial, o ponto de equilíbrio, onde cada uma delas pode exercer seu potencial integralmente, apesar das adversidades da vida.

Para o bem-estar do elenco mirim, as crianças gravam aproximadamente cinco horas por dia e o SBT contratou uma equipe de profissionais especializados para acompanhar o dia a dia delas. Pedagoga, fonoaudióloga, psicóloga, pediatra e uma nutricionista estabelecem um diálogo diário com o elenco mirim e seus pais.
As cenas de Carrossel são gravadas nos estúdios 7 e 8 e também na cidade cenográfica do CDT Anhanguera.

A construção dos cenários da Escola Mundial foi inspirada nas obras do arquiteto Lelé, compostas por linhas e cores primárias e fazem referência ao universo infantil. “Fizemos pesquisas em escolas como Colégio Renascença, Colégio Oshiman e colégios públicos para conhecer a linha pedagógica e entender como funciona a mecânica do espaço infantil”, conta Paula Utimura, diretora de arte.

Para criar os uniformes, Cris Rose e Jeane Figueiredo, diretoras de figurino, pesquisaram o universo das histórias em quadrinhos e também os uniformes usados em escolas de diferentes países. A ideia é que os uniformes fujam do tradicional usado nas escolas comuns. O intuito é de que as crianças adotem o uniforme como uma fantasia para mergulhar no ambiente da Escola Mundial. O figurino é quase um objeto de desejo entre os atores do elenco mirim. Os uniformes são iguais, mas o uso de acessórios cria uma forte identidade para cada personagem: o esportista, a romântica, a descolada, o tímido, o espoleta, etc.
A Escola Mundial é aberta para todos. Meninos e meninas de diferentes raças, crenças e classes sociais são colocados na mesma sala de aula. A união e a igualdade são pregadas pela professora Helena, mas todos os alunos são tratados individualmente, caracterizando o jeito, a personalidade e as necessidades específicas de cada um