A quarta semana do INTERLOCUÇÕES POÉTICAS, mostra de dança contemporânea que tem extensa programação que segue até setembro de 2012 e ocupa o Complexo Cultural da Funarte, região central de São Paulo, prossegue com um debate e três espetáculos com temas variados e que mostram toda a diversidade do evento.

Nos dias 14, 15 e 16 de junho, às 15h30, a Meia Ponta Cia. de Dança, de Minas Gerais, traz pela primeira vez a São Paulo “De Esconder Para Lembrar”, espetáculo infanto-juvenil de dança contemporânea voltado para crianças e jovens. Indo além das estruturas tradicionais das histórias infantis, a proposta da montagem desperta o espectador para o universo inventivo da dança, por intermédio de uma poética coreografia composta a partir dos sonhos e medos da infância.

Também no dia 14 de junho, às 19h30, a Funarte abriga o “Open Space – O que te inspira?”, um espaço aberto para encontros criativos, onde os participantes discutem de forma democrática um assunto específico, partindo de um tema proposto, podendo permanecer no tema, sair dele, divergir, convergir, numa espécie de organização que os próprios participantes decidem em tempo real. Os convidados para este “Open Space” são Marcos Moraes, bailarino, coreógrafo e ex-coordenador de dança na Funarte, a coreógrafa, bailarina e professora Esther Weitzman, Marisa Monadjemi, coreógrafa e diretora do espetáculo “De Esconder Para Lembrar” e Luis Ferron, coreógrafo e diretor no Núcleo Luis Ferron.

No dia 15 (19h45), 16 (19h45) e 17 (18h45) de junho, é a vez da conceituada Esther Weitzman Cia. de Dança, do Rio de Janeiro, ocupar o palco da Funarte com o espetáculo “O Que Imagino Sobre a Morte”, obra que discute a consciência da nossa finitude: a morte, o envelhecimento e as mudanças decorrentes da movimentação que o corpo pode realizar. As coreografias levam o público à reflexão sobre a convivência com a ausência, com a falta de algo que não existe mais. O espetáculo é comemorativo dos 10 anos da Esther Weitzman Companhia de Dança.

Do Rio Grande do Sul, nos dias 16 (19h) e 17 (18h) de junho, a Quarta Parede Processos Contemporâneos traz o espetáculo “Corpos Possíveis: Discursos à Margem”. A obra procura focar o que se encontra à margem ou, o que assim se posiciona, em trajetórias e experiências distintas. Em cena, três intérpretes/criadores demonstram sua investigação através do discurso de corpos possíveis refletindo as experiências em cada corpo como momento singular e episódico.