No começo do ano, o boato sobre a morte de Roberto Bolaños, criador do "Chaves" e do "Chapolin", deixou seus fãs apavorados. Felizmente tudo não passou de um rumor, que correu rápido graças às redes sociais, e ele segue firme do alto de seus 83 anos.

Homenageado do especial original produzido pelo Bio, nesta segunda-feira, 16 de julho, às 22h, Bolaños é uma das figuras mais queridas de toda a América Latina por ter criado o personagem que as crianças aprenderam a amar desde os anos 80: um menino pobre, que vive num barril, chamado Chaves, ou "El Chavo" em espanhol. Bolaños nasceu em uma família de classe média e estudou engenharia, profissão que nunca exerceu. Dono de uma incrível verve criativa, começou a trabalhar com criação publicitária e por volta dos 20 anos seu talento o levou a escrever roteiros para programas de TV e de rádio, estando à frente de dois shows considerados top na televisão mexicana: "Comicos y Canciones" e "El Estudio de Pedro Vargas". Foi na mesma época, entre 1960 e 1965, que ganhou o apelido de "Chespirito", brincadeira do diretor Agustín Delgado, que criou a versão castelhana do nome Shakespeare para "Shakespearito", já que Bolaños mede em torno de 1.60m e tem grande aptidão para criar boas histórias.


Roberto Bolaños é destaque no Bio
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Em 1968, Chespirito assinou um contrato com a recém-formada rede TIM (Televisión Independiente de México), que o colocou pela primeira vez na frente da tela, estreando como escritor e ator no programa Los Supergenios de la Mesa Cuadrada. Foi assim que conheceu o grupo que viria a acompanhá-lo durante os anos seguintes na sua série de maior sucesso, Chaves: Ramon Valdez (Seu Madruga), Ruben Aguirre (Professor Girafalles), Florinda Mesa (Dona Florinda), Carlos Villagran (Quico), Angelines Fernandez (Dona Clotilde, conhecida também como a Bruxa do 71), Edgar Vivar (Seu Barriga) e Maria Antonieta de las Nieves (Chiquinha).
O sucesso dos dois personagens foi tamanho que, em 1973, as séries eram transmitidas para toda a América Latina. O grupo também passou a excursionar para fazer shows nos países onde os programas eram exibidos. A dedicação aos seriados foi tão grande que D. Florinda, ou melhor, Florinda Meza, aceitou se casar com o Chaves, ou melhor, Roberto Bolaños em 2004.

A biografia de Roberto Bolaños é destaque no Bio. nesta segunda-feira, 16 de julho, às 22h.