O “Reviva” exibe nesta segunda, dia 25, às 23h, o segundo especial em homenagem a Chico Anysio – que morreu aos 80 anos, no dia 23 de março. O programa, apresentado por Nathália Ramos, continua mostrando os momentos mais marcantes de sua trajetória.

Heloísa Périssé é uma das entrevistadas da atração e se emociona ao falar da amizade com o artista, que ia além da profissão. “Ele para mim foi um pai. Muitas vezes liguei para o Chico não só para falar de trabalho, mas para conversar sobre a minha vida pessoal”, diz com os olhos cheios de lágrimas.


Heloísa Périssé
Divulgação Viva

Marcos Palmeira conta um pouco mais da convivência com o tio Chico Anysio e de como ele era generoso durante as gravações. “Sua atitude no estúdio, a humildade que tinha diante do diretor, mesmo sabendo tudo, e a maneira dele propor alguma coisa que pudesse melhorar, era feita sempre de um jeito muito cuidadoso e produtivo.”

Filho do artista, Bruno Mazzeo revela que Chico criava seus personagens de histórias ouvidas das mais variadas pessoas. “O Justo Veríssimo foi ideia do Alceu Valença. Ele, um dia, comentou que no interior tinha um político que falava abertamente que só queria roubar mesmo. Aí ele pensou, ‘pô isso dá um personagem’.”

Já Nizo Neto lembra como o pai conseguia criticar a ditadura militar, em plena época de censura, com os personagens Setembrino e Pandolé. “O primeiro era um cara de esquerda, que fazia reuniões clandestinas. O outro foi durante o ‘Chico City’, na década de 1970. Ele era bem político, sempre opositor ao prefeito, um tremendo ladrão. O humor tem que denunciar, tem que criticar, não tem jeito.”

O segundo episódio do “Reviva” em homenagem a Chico Anysio conta ainda com as participações de outros parceiros e colegas de trabalho: os humoristas Paulo Silvino e Fabiana Karla e os diretores Maurício Sherman, Carlos Manga e José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni.

Horário alternativo: sábado, às 19h45,e domingo, à 0h45.