Voz, poesia e atuação cênica. É praticamente unânime a opinião de que Maria Bethânia é a cantora brasileira que mais sabe condensar esses três quesitos em espetáculos de arrepiar até quem não tem afinidade com sua maneira de cantar.

O documentário Maria Bethânia: Música é Perfume, dirigido pelo francês Georges Gachot, desmistifica a aura que envolve a intérprete baiana, deixando a porta aberta para uma profunda análise do seu processo criativo. O filme vai ao ar na TV Cultura neste sábado, dia 13 de abril, às 23h15, na faixa Cine Brasil.

Além do olhar sobre a produção artística, o vídeo traz histórias biográficas e mapeia o processo de formação da música popular brasileira. Entre os entrevistados estão Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque.

Nos anos 1960, Bethânia surge no cenário artístico como protagonista da peça de protesto Opinião, substituindo a cantora Nara Leão. Pela atuação vigorante, vira um dos símbolos da resistência ao regime militar no Brasil. Ao lado da conterrânea Gal Costa, torna-se também uma das musas da contracultura brasileira. Hoje, a irmã de Caetano é uma das mais cultuadas intérpretes da música brasileira.