off Os experientes mergulhadores Silvia Sampaio, Douglas Monteiro e Ninha Santhiago vão embarcar em uma aventura pelos mais importantes naufrágios da costa brasileira, em uma nova produção do Canal OFF. O objetivo é explorar a fundo as belezas e histórias por trás de 20 naufrágios, contribuindo assim com atualizações para o acervo subaquático do país. “Naufrágios” estreia no dia 18 de julho, às 19h.

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Exploração do navio Santa Catharina, em Abrolhos
Foto: Ninha Santhiago [/creditos:da87fc332b]

Logo no primeiro episódio, a missão é encontrar uma embarcação do primeiro período da I Guerra Mundial. Em terra, o trio de mergulhadores conta com o suporte e orientação do pesquisador e biólogo Maurício Carvalho, uma das maiores autoridades em mergulho de naufrágios do Brasil e que fornece informações preciosas para a aventura.

Em um universo tão diferente como o fundo do mar, a gente busca coisas que nos tragam para perto da nossa realidade. Ali, um naufrágio é algo mais próximo da minha realidade que eu posso encontrar. È uma embarcação, é feita por gente, para gente e que, teoricamente, deveria ter ficado acima da linha d’água se tudo tivesse dado certo”, conta Silvia Sampaio.

Ainda no primeiro episódio, o trio vai para Abrolhos desvendar o “Santa Catharina”, um navio alemão que fazia comércio com o Brasil e carregava artefatos agrícolas como arame farpado e borracha. Segundo Maurício Carvalho, neste período os ingleses mantinham, em Abrolhos, uma base permanente de navios para interceptar qualquer embarcação alemã que tentasse fazer comércio com outras nações. Este momento marca o início do planejamento da expedição em busca dos mistérios do cargueiro.

A inovação fica por conta do uso de modernos equipamentos de comunicação embaixo d´água onde o trio interage, discutindo e apresentando cada detalhe dos mergulhos.

As gravações da expedição aconteceram também em Recife (Pernambuco), lugar que possui mais naufrágios do Brasil. Os pontos visitados foram o Pirapama e o Bahia, duas embarcações que se chocaram em 1887 provocando mais de 40 mortes. A origem da colisão envolve diferentes versões, despertando a curiosidade de muitos historiadores. Com uma média de 23 metros de profundidade, os destroços dos dois barcos são o habitat oficial de tubarões, raias, tartarugas, moreias e grandes cardumes.