cultura A TV Cultura presta uma homenagem ao cantor e compositor Gonzaguinha neste sábado, dia 21 de setembro, a partir das 23h15, no programa Ensaio. Se estivesse vivo o cantor completaria 68 anos no próximo domingo, dia 22 de setembro. O programa foi gravado no Teatro Franco Zampari, em São Paulo, no ano de 1990, seis meses antes de sua morte trágica em um acidente de carro. Na conversa com o apresentador Fernando Faro, Gonzaguinha fala sobre o início da carreira, a ditadura militar, os festivais de música, sua relação com os pais e relata detalhes da vida de Gonzagão.

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Divulgação / TV Cultura [/creditos:9f871f9e6d]

O compositor ressalta seu amor pelos quatro pais: Luiz Gonzaga e a cantora Odaleia Guedes, os biológicos, e Dina (Leopoldina de Castro Xavier) e Xavier (Henrique Xavier), os de criação. Ele explica que apesar de ser filho do rei do baião, foi com Xavier que iniciou sua vida musical. “Eu sou feliz não por que me chamo Luizinho, mas porque tenho o privilégio de ter quatro pais. Minha mãe morreu, mas me deixou nas mãos de pessoas maravilhosas. Eles me ensinaram a ter paciência comigo e a conquistar meus objetivos. E foi Xavier quem abrigou meu pai Gonzaga no Rio de Janeiro”.

A mãe Odaleia é lembrada como uma excelente compositora e cantora, que se apresentou ao lado de Elizeth Cardoso. “Era uma pessoa muito valorosa, moleque como eu, pois aos 16 anos saiu de casa para batalhar seus objetivos”.

Gonzaguinha conta que sua infância no Morro de São Carlos transcorreu ao som de Lupicínio Rodrigues, Noel Rosa, Jamelão e Pafúncio. Para ele, ser criado no morro foi fundamental para driblar a censura que sempre vetava suas músicas. “Não vamos entender nunca os critérios que passavam na cabeça dos censores. Tive muitos títulos vetados, mas com paciência sempre consegui fazer o que queria. Menino de morro nunca desiste”, declara o compositor.

Gonzaguinha se apresenta no programa acompanhado pelos músicos Fubá e Nenê, canta sucessos de sua carreira dentre eles: Grito de Alerta, Explode Coração, Lindo Lago do Amor e Começaria Tudo Outra Vez. Clássicos de seu pai também estão no repertório, como Baião, Respeita Januário e Qui nem Jiló.