oi A operadora de multisserviços (televisão por assinatura, internet, telefonia fixa e móvel) Oi anunciou nesta quarta-feira, dia 2 de outubro, a Celebração de Memorando de Entendimentos para a União de suas Atividades com a Portugal Telecom. A fusão resultará na criação de uma nova empresa que ainda terá seu nome definido (por enquanto será chamada temporariamente de CorpCo).

A nova empresa será cotada nas bolsas do Brasil (Novo Mercado), Nova York (NYSE) e de Lisboa (Euronext), mantendo os compromissos já seguidos tanto pela Oi quanto pela Portugal Telecom de praticar os mais elevados padrões de boa governança e transparência com os mercados. Nesta nova composição, os dividendos serão igualitários para todos do acionistas. A nova entidade terá uma base acionista internacional diversificada e deverá haver aumento de liquidez.

A nova empresa nasce com raiz nos países de língua portuguesa e num mercado de 260 milhões de pessoas. A empresa já surge entre as 20 maiores do mundo, com mais de 100 milhões de clientes, 30 mil colaboradores e presença em quatro continentes. Esse ponto de partida já coloca a CorpCo em posição privilegiada no mercado mundial de telecomunicações.

Como parte da operação, pretende-se realizar um aumento de capital da Oi no valor mínimo de R$ 13,1 bilhões, com o objetivo de alcançar R$ 14,1 bilhões. Sendo que considerando o valor o mínimo de R$ 7 bilhões, podendo chegar a R$ 8 bilhões, em dinheiro e R$ 6,1 bilhões em ativos da Portugal Telecom, excluindo a operação da Oi e da Contax.

Este aumento de capital vai melhorar a flexibilidade financeira do grupo, reduzindo assim o risco financeiro da companhia e permitindo que a empresa continue a investir no crescimento de seu negócio. Iniciativas como o reforço continuado da disciplina financeira, a monetização das sinergias e uma aposta inequívoca na excelência operacional possibilitam a confiança no aumento da geração de caixa da nova empresa e redução da dívida no futuro. Somente os ganhos resultantes das sinergias entre as duas operações estão estimados em R$ 5,5 bilhões.

A conclusão da operação está condicionada às devidas aprovações tanto de instituições regulatórias como dos fóruns de acionistas nos dois países. A previsão é de conclusão da operação até o final do primeiro semestre de 2014.

Esta nova empresa contará com uma equipe de gestão coesa e única, com larga experiência da gestão de operações integradas e que procurará maximizar sinergias e criar valor ao acionista. No Brasil, a nova empresa continuará operando com o nome Oi, e, em Portugal, com o nome Portugal Telecom.