gazeta Nesta terça-feira, dia 12 de novembro, às 23h30 (e 20h30 em Rio Branco) na TV Gazeta, o programa ‘A Máquina’ captura o ator Alexandre Nero. O ator, cantor e produtor, aos 43 anos, imprime em seu trabalho seu jeito de encarar o mundo, com uma mistura de tudo o que viu e viveu. Atualmente, dedica-se ao lançamento do seu primeiro documentário musical “Revendo amor, com pouco uso, quase na caixa”, com estreia prevista para este mês.

Ao ser classificado como romântico, o ator rebate dizendo que não segue o estereótipo do romântico, “o romântico que eu sou é do tipo imbecil, que acredita que pode dar certo”.

Nero também revela um segredo e conta ser revoltado com o mundo até hoje por ter perdido seus pais cedo demais: “Eu tento colocar isso na minha arte, na minha maneira agressiva, porém com certa ironia e certo humor”. E acrescenta, “quando eu digo agressivo, talvez seja porque a verdade da vida foi escancarada muito cedo na minha cara e me da vontade de esfregar a verdade na cara das pessoas, porque eu vejo pessoas tão alienadas, num mundinho “purpurinado” e tenho vontade de dizer: A vida não é assim”, desabafa.

Nos momentos de reflexão, o ator conta sobre sua obsessão pela perfeição: “A gente sabe que não vai alcançar, mas a gente fica tentando chegar o mais próximo possível. A televisão, por exemplo, foi um exercício muito bom para eu aprender isso, para chegar nessa não-perfeição, porque você acaba trabalhando para outras pessoas, pessoas que tem um horário, que querem ir embora, até porque tem um ritmo completamente diferente”.

Sobre os personagens, ele fala sobre o seu processo de criação da arte: “Eu acredito que se seu quiser uma arte, quando eu a busco, eu preciso estar vivendo isso. E se a minha arte que eu busco é fogo na venta, olho no sangue, tiro no peito, eu preciso estar vivendo isso. Mas, é uma violência emocional, poética”.