redetv Os canais abertos RedeTV! e RBTV iniciaram o mês de dezembro no centro de um furacão que necessita ser discutido e regulamento com urgência no mercado brasileiro: a comercialização de espaços para exibição de programação de caráter duvidoso e sem qualidade aferida.

Desde o dia 1º de dezembro, a RedeTV! reduziu a largura de banda utilizada no satélite Star One C para transmitir seu sinal analógico para as parabólicas de todo o país. Até mês passado, a emissora utilizava um transponder inteiro para a função. De olho no dinheiro oferecido por uma "rede de igrejas" a RedeTV! abriu mão de meio transponder para que um "novo canal" pudesse transmitir 24 horas de pregação e pedido de dinheiro. Com isto, o canal "religioso" passa a alcançar mais de 20 milhões de possíveis telespectadores.

Já o caso da RBTV é um tanto pior. O canal era considerado por parte do público como uma alternativa ao demais canais. Exibindo séries e filmes clássicos que marcaram épocas, a RBTV era constantemente solicitada às operadoras. Neste ano, o canal foi disponibilizado pelas operadoras de TV por assinatura via satélite e alcançou todo o país. Mas a ampliação do público trouxe consequências desastrosas. Em vez de investir em programação de qualidade e que já era referência junto ao público, a emissora optou pelo caminho prático e alugou toda sua grade de programação também para uma "rede de igrejas".

Este não é um caso isolado e apenas se junto à outras emissoras como CNT e Rede 21 que já "aderiram" à mercantilização da fé. Quem perde com isto é o público que fica carente de opções de qualidade e à mercê de dogmas que às vezes beiram práticas medievais.

[Atualização]

Nesta terça-feira, dia 3 de dezembro, aparentemente a RBTV voltou a transmissão sua programação "normal".