O Futura vai apresentar na próxima quinta-feira, 15, às 22h00, o documentário "Charges Sangrentas", de Karsten Kjaer. No momento em que o mundo acompanha os desdobramentos do atentado ao semanário "Charlie Hebdo", em Paris, o filme resgate um embate ocorrido há 10 anos. Em setembro de 2005, a publicação de 12 charges de Maomé no pequeno jornal dinamarquês "Jyllands-Posten" provocou manifestações violentas de muçulmanos em diversos países. Na época, embaixadas da Dinamarca em áreas islâmicas foram atacadas. Os desenhos foram reproduzidos pelo "Charlie Hebdo" meses depois.

O diretor visitou o Líbano, o Irã, a Síria, o Catar, a França, a Turquia e a Dinamarca para conversar com pessoas que desempenharam papéis importantes durante a crise das charges. Por meio de entrevistas com líderes islâmicos, jornalistas e cartunistas, Kjaer provoca uma reflexão sobre a liberdade de expressão em uma democracia. O longa-metragem conta com depoimento do editor-chefe do jornal francês naquela ocasião, Philippe Val, que indaga: “Devemos definir quem faz as leis: os grupos religiosos ou os legisladores em uma democracia?”.