O programa GloboNews Especial deste domingo, dia 12, às 20h30, mostra a longa espera de crianças e adolescentes que aguardam em abrigos para serem adotados. Enquanto no cadastro nacional de adoção cerca de 35 mil pessoas esperam a Justiça liberar um filho, nos abrigos, crianças mais velhas e adolescentes veem as chances de ganhar um lar diminuir a cada dia. Normalmente, os preteridos que enchem os abrigos são negros, têm mais de sete anos e doenças sérias. Apesar de o perfil de adoção no Brasil estar mudando, o preconceito ainda fala mais alto na hora dos pretendentes fazerem suas escolhas.

Separados de suas famílias por descaso, violência e maus tratos, os "esquecidos" também são duplamente penalizados quando são devolvidos pelos pais adotivos. O trauma e as sequelas do abandono permanecem por toda uma vida e são difíceis de serem apagados. Enquanto lidam com a solidão e a carência, vivem na angústia da contagem regressiva pela maioridade. Quando completam 18 anos, esses jovens precisam deixar a segurança dos abrigos e encarar um mundo novo, quase sempre despreparados.

A repórter Leila Sterenberg visita algumas instituições para conhecer as angústias e os dramas dessas crianças, adolescentes e profissionais que ali vivem e trabalham. O programa mostra exemplos de adoções tardias bem sucedidas, com resultados positivos para casais e filhos que superam dificuldades em nome do amor e ainda mostra um programa inovador de Campinas, de apadrinhamento afetivo temporário, chamado "Família Acolhedora Conviver".