Cerca de 70% da superfície terrestre é coberta por mares e oceanos. Nessas águas acontecem dinâmicas fundamentais para a vida no planeta, desde o passado longínquo, com o surgimento das primeiras moléculas orgânicas, aos complexos ecossistemas que se desenvolveram ao longo dos milênios.

Com estreia no Dia da Terra, domingo, 22 de abril, às 21h30, e narração do ator Daniel de Oliveira (“Cazuza: O Tempo Não Para”), a superprodução Planeta Azul II percorre o globo para documentar a força majestosa de mares e oceanos, as espécies que eles abrigam, e como esse ambiente aparentemente hostil para os humanos é também responsável por nossa existência.

Os sete episódios de uma hora compilam os resultados de quatro anos de filmagens, seis mil horas de mergulho, 125 expedições realizadas em 39 países de todos os continentes. O aparato técnico e tecnológico utilizado pela produção – entre câmeras e lentes especiais, equipamentos submarinos operados remotamente e até uma modalidade de mergulho que não gera bolhas – permitiu a observação das espécies inseridas em seus próprios habitats e dinâmicas.

Combinando essa avançada tecnologia em captação de imagens ao acesso a pesquisas recentes e seus responsáveis, Planeta Azul II chega a locais ainda inexplorados e registra comportamentos de animais que persistiam um grande mistério até então – como, por exemplo, a luta pela sobrevivência que os filhotes de tartarugas marinhas precisam empreender desde os seus primeiros dias em mar aberto.

A série revela a principal ameaça aos habitats marinhos: o plástico. Cerca de oito milhões de toneladas de sólidos derivados do petróleo são despejados nos oceanos por ano, o equivalente a um caminhão de lixo lançado na água a cada minuto. A presença do plástico nesses habitats, incluindo o gelo do Ártico, traz consequências graves em toda a cadeia alimentar: milhares de animais são feridos diariamente por resíduos transportados pelas correntes.