Em meio ao Oceano Pacífico há um lugar que permanece como há dezenas de milhões de anos, à parte do restante do mundo: é a "Nova Zelândia Primitiva", onde ainda agem as forças que emanam do centro da Terra e habitam animais que trazem resquícios de eras passadas.

A partir desta segunda-feira (16), o Discovery revela detalhes sobre essa região e sobre as poucas pessoas pioneiras que nela se aventuram com a estreia da minissérie em três episódios de uma hora. Em cada um deles, a produção da BBC percorre o território neozelandês, seus extremos praticamente inexplorados, para documentar a vida selvagem que segue seu curso longe da interferência humana.

A matas densas recobrem um terreno esculpido pela fúria vulcânica e cortado por águas torrentes. Ali habitam animais que resultam de um processo evolutivo ocorrido no isolamento do território insular. Ao longo de 80 milhões de anos, essas espécies únicas travam batalhas pela sobrevivência que as moldaram.

Agora, as câmeras percorrem as porções mais inóspitas do país, valendo-se de tecnologia de captação de imagem que levou a equipe e suas lentes a locais até então inexplorados. Situada no Círculo de Fogo do Pacífico, a Nova Zelândia ainda está sob intensa atividade tectônica: terremotos e erupções continuam a modificar as paisagens que são habitats de verdadeiros representantes da pré-história.

O país também foi um dos últimos lugares a receber comunidades humanas – com as pessoas chegaram animais oriundos de outras partes do mundo, entre eles as ovelhas que estão na Nova Zelândia há apenas dois séculos. Essas novas espécies se espalharam e trouxeram modificações significativas aos ecossistemas locais, que também são mostradas na minissérie.

"Nova Zelândia Primitiva" registra como esses aspectos, decorrentes do isolamento geográfico e da presença humana relativamente recente, influenciaram o surgimento de uma fauna exótica e exuberante. A minissérie estreia dia 16 de abril, à 0h no canal Discovery.