Caio Sóh surgiu como uma das maiores revelações do cinema brasileiro por incorporar influências do realismo teatral, de onde é egresso. Para sua mais recente produção, "Canastra Suja", o diretor retorna às raízes para retratar, de forma crua, o cotidiano de uma família completamente disfuncional, cujos membros parecem habitar em um barril de pólvora de pavio aceso e curto, prestes a explodir. A produção que estreia no Canal Brasil nesta teça (18) é estrelada por Marco Ricca, Adriana Esteves, Bianca Bin, Pedro Nercessian e Cacá Ottoni.

A câmera passeia pela casa, logo nas tomadas iniciais, apresentando as feições nada agradáveis dos membros desse lar tomado por brigas e sem qualquer perspectiva de um futuro melhor. Batista (Marco Ricca), fio condutor da história, é porteiro de um prédio da Barra da Tijuca, bairro nobre do Rio de Janeiro, e um alcoólatra em busca de recuperação do vício. Com ele, moram Maria (Adriana Esteves), uma mulher infeliz, adepta do uso de esteroides para melhorar seu desempenho na musculação – realizada secretamente – e infiel ao marido com o namorado da própria filha, Emília (Bianca Bin), uma moça focada em conquistar o mundo negociando a própria virgindade. Há ainda Pedro (Pedro Nercessian), um jovem perdido na vida e sem qualquer vontade de conquistar um trabalho decente, e Rita (Cacá Ottoni), uma adolescente autista.

"Canastra Suja" estreia dia 18 de dezembro, às 22h no Canal Brasil.