Pombos brancos são comumente associados a símbolos da paz. Em “Tito e os Pássaros”, longa-metragem de Gustavo Steinberg, André Catoto e Gabriel Bitar, no entanto, são os famigerados pássaros de rua, frequentemente enxotados em praças públicas, que ganham protagonismo e status de salvadores da pátria após uma epidemia de medo capaz de petrificar as pessoas. O longa estreia nesta quarta-feira (17) no Canal Brasil.

Tito (Pedro Henrique) é um menino curioso, filho de Rufus (Matheus Nachtergaele), um inventor frustrado e considerado maluco por tentar construir uma máquina capaz de entender a língua dos pássaros. Segundo o cientista, as aves tiveram papel fundamental na história da sociedade por antecipar guerras e ajudar no desenvolvimento da comunicação. Após um acidente com o aparato, ele é obrigado a se separar da família sem um paradeiro definido. Com saudade do pai, o guri alterna seu cotidiano entre as brincadeiras comuns da idade e o empenho em mostrar o valor do pai fazendo a curiosa engenhoca funcionar. Suas tentativas, no entanto, não alcançam grande sucesso e ele irrita constantemente a mãe, Rosa (Denise Fraga).

A sorte de Tito e Rufus começa a mudar quando uma estranha epidemia de medo toma conta das pessoas e as transforma em pedra. Com a humanidade assustada, o menino enxerga na antiga máquina do pai uma possibilidade de salvação e convence Alaor (Mateus Solano), um malévolo e milionário empresário, a reconstruir a máquina de Rufus. A partir daí o guri embarca em uma aventura ao lado de Sara (Marina Serretiello) e Buiu, dois amigos da escola, em busca de uma solução para a crise.

O filme foi recebido com louvor no Festival de Animação de Annecy (França), principal evento internacional do estilo, e pré-indicado ao Oscar em 2019 na categoria de melhor animação.

“Tito e os Pássaros” estreia dia 17 de julho, às 22h40 no Canal Brasil.