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Nos anos 80 e 90, o “programa com sofá” tornou-se uma tendência em algumas emissoras. Hebe Camargo é símbolo máximo. A saudosa apresentadora recebia os convidados em seu clássico “estofado”. Segunda à noite. Na Record, Ana Maria Braga conquistou uma atração neste estilo. Terça à noite.

Até na TV Gazeta, Ione Borges também ganhou um programa neste estilo. Na TV Globo, o “Estrelas” iniciou com essa pegada. Depois, o sofá foi aposentado. Atualmente, na TV aberta, pouquíssimos programas com sofá ganham espaço. Daniela Albuquerque é a atual herdeira com o “Sensacional” na RedeTV!.

A TV Aparecida resolveu apostar neste estilo com Claudete Troiano. Agora, a apresentadora comanda uma atração noturna com o seu nome às sextas-feiras. A cada edição, Clau recebe os convidados em seu sofá para debater um tema específico. Hoje (12/07), a eterna “parceirinha” discutiu feminicídio.

Igual Daniela, ela também tem um grupo musical. A Banda Palace, formada inclusive pela ex-The Voice, Cecília Militão, solta a voz. Já o chef Julio Cruz funciona como uma “escada” para a apresentadora. É o colega de palco. Uma espécie de “mordomo da Hebe”.

Claudete é uma das apresentadoras mais experientes em atividade na TV brasileira. Ela possui uma legião de telespectadoras (e telespectadores) que a acompanha desde os anos 80 no “Mulheres em Desfile”. Merece essa conquista.

Porém, o “Programa Claudete Troiano” apresenta um vício corriqueiro dos vespertinos. O excesso do “merchan” entope a atração. Trava o desenvolvimento da conversa. Do bate-papo. A apresentadora sai do sofá para dar o seu “recadinho”. Vende celular, medicamentos e até panela. Complicado.

Mesmo assim, é interessante a TV Aparecida investir em programas que atraiam o público.

Fabio Maksymczuk