Apresentadora de maior prestígio do Brasil – e que, até hoje, pode ser considerada insubstituível (ouviu Galisteu? Ouviu Gimenez? Ouviu Daniela Ahahalbuquerque?)Hebe Camargo é, injustamente, pouco lembrada. Seja pela emissora onde esteve durante a maior parte de sua carreira, o SBT, ou pela RedeTV, onde esteve até seus momentos finais. A pergunta que não quer calar: por que estas emissoras não disponibilizam o valioso acervo de programas de Hebe para o público?

Atualmente, a única maneira de se rever os programas “Hebe” é por meio do YouTube, com trechos de gravações amadoras, toscas e muitas vezes em baixa qualidade. Uma forma nada grata de celebrar uma das grandes personalidades de TV do Brasil. Por que, então, o canal Viva não procura obter os direitos de exibição destes programas? Em teoria, um canal por assinatura que “reúne os programas mais queridos da TV brasileira“. Na prática, um canal que “reúne os programas da Globo que os convém, no momento que os convém”.

Num momento em que a política é debatida de forma exaustiva, relembrar a liberdade e verdade que Hebe tinha ao se posicionar sobre o tema seria um… alento.

Enquanto nada muda, o filme “Hebe – A Estrela do Brasil” deve chegar aos cinemas no final de setembro. Pelo menos nas telonas, haverá uma justa homenagem a Hebe Camargo…