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Nesta segunda-feira (12/08), “Jezabel” chegou ao fim na Record TV. A macrossérie de Cristianne Fridman com direção geral de Alexandre Avancini enfrentou dificuldades nos índices de audiência. Estreou com o bom patamar de 11 pontos, mas ficou ao redor dos 7 a 8 pontos de média em grande parte dos capítulos.

A produção da Formata passou mais requinte em comparação a Casablanca. Porém, a iluminação escura que marcou os cenários comprometeu a imagem na tela. Esse foi um dos maiores empecilhos de “Jezabel”. Faltou luz, principalmente na metade inicial da obra. A seguir, segue o nosso tradicional balanço com os pontos positivos e negativos.

PONTOS POSITIVOS

Iano Salomão (Elias): o ator foi o grande destaque de “Jezabel”. Ótima atuação. De fato, o profeta Elias foi o contraponto a Jezabel. Esse núcleo central funcionou na macrossérie.

Lidi Lisboa (Jezabel): por Baal e Aserá! A atriz incorporou, de fato, a “primeira sacerdotisa de Aserá, filha do rei Etbaa”. Encarnou a perversidade, dominação, sedução e manipulação que marcou a personagem histórica. A macrossérie teve a preocupação de humanizá-la. Ponto positivo em uma produção baseada na leitura bíblica.

André Bankoff (Rei Acabe): o ator foi um dos pontos positivos de “Jezabel”. Soube humanizar o rei, através do olhar. Um dos seus melhores trabalhos na TV.

Juan Alba (Obadias): o ator usou a sua experiência ao viver o administrador do palácio do Rei Acabe. Foi um pilar de sustentação no elenco.

Hylka Maria (Getúlia): a atriz sobressaiu, principalmente, na primeira fase da produção. Passou segurança no vídeo.

Adriana Birolli (Aisha): a atriz passou doçura ao interpretar uma das esposas do rei Acabe.

Pedro Lamin (Sidônio): o ator cresceu durante a macrossérie. Viveu ótimos momentos principalmente nesta reta final, especialmente no encontro do soldado fenício com o profeta Elias.

PONTOS NEGATIVOS

Rafael Sardão (Hannibal): o ator passou uma interpretação teatral no vídeo ao viver o general fenício. Não passou naturalidade na maior parte das cenas.

João Pedro Novaes (Adad): o ator não passou naturalidade em grande parte das cenas. Novaes não conseguiu transformar o texto em suas palavras.

Timóteo Heiderick (Barzilai): o ator também não passou naturalidade no vídeo ao interpretar o general israelita. Declamou grande parte do texto, sem envolvimento, além de ter adotado uma postura teatral na TV.

Camila Mayrink (Joana): o processo de envelhecimento dos personagens é uma das maiores dificuldades encontradas pelas produções exibidas na Record TV. A jovem atriz não passou o envelhecimento da personagem, através da interpretação. O olhar ficou o mesmo da mocinha de anos atrás.

Histórias paralelas: para transformar a minissérie, formato que teria sido o mais adequado, em macrossérie, Fridman criou algumas histórias paralelas que somente apagaram o vigor do núcleo central. Uma série de personagens acrescentaram em nada à obra, além do romance entre o profeta Micaias (Guilherme Dellorto) e Raquel (Sthefany Brito) e o estupro da israelita que não alavancaram a trama.

Fabio Maksymczuk