Olá, internautas

Os Jogos Pan-Americanos de Lima vivem a sua reta final. A competição se encerra no próximo domingo (11/08). O Brasil, até aqui, surge na segunda colocação no quadro de medalhas. O Grupo Record é responsável pela transmissão das disputas na TV aberta. Porém, a cobertura esportiva da emissora não desperta grande interesse no telespectador.

O canal, basicamente, explora reprises na madrugada. É um “pot-pourri” de melhores momentos da delegação brasileira. Na cerimônia de abertura, a situação ficou evidente. Ao invés da emissora derrubar a exibição de um filme na Super Tela, preferiram copilar alguns trechos aleatórios do evento que marca o início das competições a partir da meia-noite e meia.

A Record TV abre uma brecha na programação para os Jogos Pan-Americanos de Lima na faixa vespertina. O buraco, atualmente ocupado por reprises de Bela, a Feia e Caminhos do Coração, é ocupado pelas transmissões ao vivo. Sorte dos ginastas que tiveram essa oportunidade.

A programação da emissora deveria estar totalmente voltada para os Jogos. Isso não acontece. A Record News cumpre esse papel que deveria ser da “matriz”.

E há fatos desagradáveis que ocorreram na transmissão do vôlei masculino. Na madrugada da última sexta (02/08) para sábado (03/08), após a vitória emocionante do Brasil sobre os Estados Unidos por 3 sets a 2, o locutor Lucas Pereira enfatizou que a emissora exibiria o confronto contra Cuba pelas semifinais às 22h30. Eis que no sábado, o canal iniciou a transmissão às 20h30. Pelo menos, foi ao vivo.

E durante esta transmissão, o ex-jogador Bernard resolveu desprestigiar as partidas de vôlei. Disse que desconhecia os jogadores que estavam na quadra, além de ter menosprezado a importância dos Jogos por não contarem com a seleção principal. Então, por que nós, telespectadores, estávamos assistindo? E para piorar a situação, o segundo set já tinha começado e Pereira resolveu bater esse papo com Bernard e Virna (aliás, sempre ótima nos comentários).

O esporte não se encontra no DNA da Record. Os Jogos Pan-Americanos de Lima mereciam uma melhor cobertura.

Fabio Maksymczuk