Olá, internautas

A TV Globo resolveu apostar na continuidade de “Filhos da Pátria” na grade de programação. A série de Bruno Mazzeo, com direção artística de Felipe Joffily e direção geral de Henrique Sauer, ganhou a segunda temporada. Inicialmente, foi exibida após a novela “A Dona do Pedaço”. Agora, vai ao ar ao término de “Segunda Chamada”.

Já na primeira temporada, a produção não despertou expressiva repercussão junto ao telespectador. E o mesmo fenômeno se repete agora. Oscila ao redor dos 12 pontos de média.

“Filhos da Pátria” tenta ser uma produção de “humor inteligente”. Apesar disso, arranca, no máximo, poucos sorrisos amarelos. A série tenta traçar um paralelo entre o Brasil dos anos 30 com os tempos atuais.

Em um episódio sobre a popularização do rádio, Pacheco (Matheus Nachtergaele) censurou a divulgação de uma manifestação de populares contra o desemprego. Aliás, Nachtergaele reaparece no vídeo, logo após o encerramento de “Cine Holliúdy”, também exibida às terças-feiras. Complicado.

Fernanda Torres e Alexandre Nero, que vivem o casal Maria Teresa e Geraldo, satirizam os modos da época na interpretação. Já a atriz Lara Tremouroux, que dá vida a Catarina, parece uma mocinha engajada do século XXI jogada nos anos 30. Ela traz os anseios do feminismo com a visão de hoje em tempos idos.

“Filhos da Pátria”, que tem como um dos seus principais objetivos trazer uma reflexão sobre as raízes da sociedade brasileira, termina sendo uma série enfadonha. Sem graça. Controle remoto.

Fabio Maksymczuk