Olá, internautas

Antonio Abujamra marcou a história da TV Cultura com o programa “Provocações”. Com a sua morte em 2015, o programa ficou à deriva. O canal, nesse período, reprisou edições na grade de programação.

Neste ano, a atração retornou com o comando de Marcelo Tas. O espírito provocador, que é o cerne do programa, se manteve nesta nova fase. “Provocações” tem o mérito de ser um programa de entrevistas que extrai declarações “desconfortáveis” dos entrevistados.

Tas entrevista personalidades de diferentes campos da sociedade. Recentemente, o jornalista já conversou com os políticos Kim Kataguiri (DEM/SP), Marcelo Freixo (PSOL/RJ) e Marina Silva (REDE), além da atriz Christiane Torloni e da cantora Luisa Sonza, entre outros. Variedade é uma marca.

Durante o bate-papo com Kataguiri, o jovem deputado defendeu a legalização da maconha e revelou erros cometidos pelo MBL (Movimento Brasil Livre) que aprofundou a polarização política no País. “O MBL transformou em inimigo quem discordasse”, ponderou. De acordo com o político, o MBL misturou a esquerda criminosa com a esquerda. “Deputado deveria trabalhar menos”, bradou Kim ao ser indagado se os congressistas só trabalham de terça a quinta em Brasília. O paulista afirmou que deputado trabalha muito e mudou seu conceito após entrar no Congresso.

Por que os petistas te detestam?”, indagou Tas na entrevista com Marina. A acreana confidenciou que o primeiro arsenal de fake news foi usado justamente contra ela “bolado” pela presidente Dilma Rousseff e pelo marqueteiro João Santana na campanha presidencial de 2014. Tas indagou a razão de Marina ter conquistado apenas 1 milhão de votos nas eleições de 2018 se comparado aos 22 milhões na disputa anterior e se os brasileiros perderam a paixão por ela. “Pode ter sido um amor não correspondido”, brincou a ex-senadora. Marina disse ainda que não se chama Marina, mas Maria Osmarina. Interessante.

Já com Freixo, Tas tirou uma declaração até surpreendente. O deputado do Rio de Janeiro revelou que é machista, principalmente com sua filha. Ele confirmou que a esquerda também sofre dessa característica e usou como exemplo a homofobia sofrida por Jean Wyllys.

Sempre no encerramento, Tas indaga o que é a vida. Alguns não sabem o que responder e outros engabelam. Depois, sempre tira selfie com o entrevistado.

“Provocações” é um programa necessário.

Fabio Maksymczuk