A morte de Gugu Liberato trouxe à tona uma onda de nostalgia à internet: vídeos com o apresentador em seu auge, no comando de sucessos como “Viva a Noite”, “Domingo Legal” (SBT) e mesmo do recente “Canta Comigo” (RecordTV) se proliferaram e trouxeram de volta um tema já explorado pelo “Fora da Caixa”, há algumas semanas, sobre Hebe Camargo. Para onde está indo a memória da TV brasileira?

Um canal como o Viva, que pertence à Globo, nasceu com o claro objetivo de resgatar a memória do público para “sucessos da TV brasileira”. Ou seja: sucessos “da Globo”. Mas… a TV brasileira é mesmo só a Globo? Direitos autorais à parte – para onde foi todo o grande acervo da TV – de programas como “Topa tudo por Dinheiro“, “Em Nome do Amor” ou “Show do Milhão” (SBT)?

Sem falar nas centenas de entrevistas de Marília Gabriela (seja no SBT ou na RedeTV), Clodovil (Manchete, Globo, RedeTV, Gazeta), Dercy Gonçalves (Globo, SBT), Goulart de Andrade (Globo, Band, Record, Gazeta) ou de todo o acervo de programas, humorísticos, shows e acústicos da finada e boa MTV Brasil (ainda antes de este se tornar um canal de realities e, errr… bem, isso que aí está no ar). Ou de programas de auditório da Band, como “Clube do Bolinha” (e podemos aqui listar dezenas e dezenas de outros exemplos).

Grandes nomes se foram… e a memória do público brasileiro, ficará restrita a vídeos caseiros do YouTube (sujeitos a serem retirados do ar, vale lembrar) – ou só de um canal de TV, o Viva?