Marcos de Castro trabalhava em um jornal paulistano quando escreveu o conto Morto Não Fala. O texto foi amplamente motivado por sua experiência como repórter policial, ambientado no Instituto Médico Legal (IML) da Zona Leste de São Paulo, local frequentemente visitado para realizar suas matérias, e inspirado em casos reais de criminosos mortos em confrontos com a polícia.

O tom jornalístico, no entanto, ganhou contornos de suspense e terror quando o escritor adicionou a um legista a surreal capacidade de conversar com os cadáveres. Depois de 15 anos, a narrativa ganhou adaptação para os cinema, “Morto Não Fala” dirigido por Dennison Ramalho e estrelado por Daniel de Oliveira, Fabíula Nascimento e Marco Ricca que estreia nesta quinta (26) no Canal Brasil.

Stênio (Daniel de Oliveira) é um plantonista do IML com uma habilidade especial e perfeita para o cargo; ele consegue conversar com os mortos diariamente depositados no necrotério. Todos os dias, os novos hóspedes das câmaras frias lhe contam suas últimas palavras, explicam o motivo do falecimento e tentam passar um recado final para entes ou amigos queridos.

Há apenas uma regra para essa dádiva não se tornar uma maldição: não repassar nenhum segredo. A lei é obedecida à risca até um cadáver o revelar que Odete (Fabíula Nascimento), sua esposa e mãe de seus filhos, tem um caso com Jaime (Marco Ricca), dono de uma padaria no bairro onde mora. Ao misturar a vida pessoal com a profissional, o retraído legista vai quebrar a ordem, vazar a confidência e transformar sua vida em um verdadeiro inferno.

“Morto Não Fala” estreia dia 26 de janeiro, às 21h35 no Canal Brasil.