Um serviço ruim, de custo elevado e que traz opções escassas em qualidade. Seria esta a receita perfeita para a queda livre nas assinaturas de TV, e um dos principais motivos para que operadoras como a Claro optassem por reduzir as vendas de seu serviço de televisão via satélite (como o VCFAZ apurou, leia aqui)…?

Especialistas do setor de TV por assinatura dizem que a pirataria é um dos maiores, se não for o maior dos problemas. Ok, mas… vamos pensar juntos: o que leva um serviço a ser pirateado? Se for realmente bom, trazendo um balanço entre quantidade x qualidade, bom preço, bons canais, boa programação, recursos avançados – ou seja, que acompanhe a evolução dos tempos… há motivos para que a maioria das pessoas cancele suas assinaturas, ou até mesmo decida optar por alternativas, digamos, ‘não convencionais’?

Além da Claro, é muito provável que outras operadoras por satélite (como a SKY) sigam caminho parecido e diminuam as vendas deste tipo de tecnologia. Vale lembrar que, muito em breve, o novo serviço de streaming (ou “IPTV”) DIRECTV GO será lançado pela operadora SKY no Brasil. Seu atual mote nos países onde existe: “a evolução na maneira de ver TV”. Combinará vídeo sob demanda e canais ao vivo. Estaria a SKY dando sobrevida ao seu serviço, mas de uma outra forma? Estaria a Claro, ao dar menos foco ao serviço satélite, pensando em construir o mesmo caminho?

E assim, voltam também outras questões: para que pagar taxas de adesão ou instalação para se ter uma antena gigante no telhado ou na janela de casa? Ou uma mensalidade alta para ter um equipamento antiquado, que simplesmente faz zapping em canais – sendo que estes canais estão cada vez piores em qualidade? Assinar uma banda larga e dar conta do que for necessário (em termos de entretenimento) não é muito mais… inteligente? Para alguns, a pirataria veio como a solução mais rápida – e isto está errado e é errado. Mas, será que não houve uma causa-raiz, anunciada há muito tempo, para se chegar até este ponto?

Pelo visto, as operadoras esperaram 2020 chegar para entender que o mercado mudou, que o mundo mudou. Não será tarde demais? O gráfico abaixo (Teletime) talvez possa ajudar na resposta.