Olá, internautas

A guerra midiática ganhou novo capítulo com a exibição da reunião ministerial liderada pelo presidente Jair Bolsonaro. Agora, chegou a vez da Band ser o alvo da vez.

Na última sexta-feira (22/05), no “Brasil Urgente”, José Luiz Datena apresentou o polêmico vídeo do encontro entre o mandatário do Brasil e seus ministros. Em um dado momento, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, ressalta que a Band queria dinheiro.

Datena protestou com a declaração. “Agora vai ter que provar”, disparou o apresentador. “Eu não peguei um tostão”, bradou. “Aqui não tem ladrão”, completou.

“O cara não pode sujar uma emissora horada sem explicitar o que aconteceu. Tenho certeza que se alguém daqui tentou levar o chamado jabá, dinheiro por fora, esse sujeito será colocado na rua e processado pela Band. Se eu fosse a Band, interpelava esse cidadão juridicamente”, defendeu.

“Me recuso a fazer qualquer comercial da Caixa e desse Governo”, disparou. “A imprensa pulha é uma ova”, continuou Datena sobre as declarações de Bolsonaro que atacou órgãos da imprensa no encontro.

“Não quero mais entrevistar o senhor Presidente da República depois de uma atitude dessa. Gostaria que ele desse entrevista para quem ele quisesse, com todo o respeito que tenho a ele e ao cargo. Me permito nunca mais fazer entrevista com ele”, detonou.

Como já ressaltado neste espaço, Datena conseguia entrevistas longas e exclusivas com Bolsonaro. Transformou o seu programa em prestador de serviço ao tirar dúvidas dos telespectadores sobre o auxílio emergencial com o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e executivos da Caixa. Conquistou expressivos índices de audiência. Deixou o SBT na quarta colocação no IBOPE com frequência.

Agora, com a eclosão do polêmico vídeo, a relação se deteriorou. Datena ficou enfurecido. O governador de São Paulo, João Doria Jr., e o prefeito da capital paulista, Bruno Covas, podem, com isso, ganhar mais espaço. A conferir.

Fabio Maksymczuk