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Nesta segunda-feira (18/05), “Largados e Pelados” estreou na Band. A nova atração, exibida originalmente na Discovery, garantiu expressivos 3 pontos de média. A faixa ocupada anteriormente por Band.Doc situava na casa do 1 ponto de média.

Catia Fonseca e José Luiz Datena, na transição entre o “Melhor da Tarde” e “Brasil Urgente”, fizeram ampla divulgação do novo programa. Ajudaram a despertar a curiosidade no telespectador.

A ideia do reality é original. Uma dupla, formada por um homem e uma mulher, é deixada nu na selva para sobreviver por 21 dias. Vivem, no século XXI, as agruras dos nossos ancestrais que conviviam com fome e medo permanente diante dos predadores naturais.

Neste episódio da estreia, um grupo de hienas rondava a dupla. O homem enfrentou uma infecção em seu pé. Descalço (sem as benditas invenções da sandália, sapato ou tênis), pisou em espinhos. De acordo com a edição, a infecção poderia atingir a perna e os vasos sanguíneos. A morte, sem os medicamentos da sociedade contemporânea, seria uma hipótese plausível.

Neste momento, cai “a ficha” no telespectador. O ser humano é frágil. Até há poucos séculos atrás, a expectativa de vida girava ao redor dos 40 anos. Hoje, a perspectiva é que ultrapasse a barreira dos 100 anos. E a situação era mais desafiadora para os ancestrais que iniciaram a chamada “evolução”.

Mesmo nus, neste episódio, não ocorreu conotação sexual. A luta ali é por água e comida. Elementos também percebidos nos seres humanos “high techs” confinados em verdadeiras mansões vigiadas por centenas de câmeras nos realities de confinamento.

“Largados e Pelados” provoca reflexões sobre a humanidade. A Band acerta ao trazer material inédito em sua programação.

Fabio Maksymczuk