Olá, internautas

Nesta sexta-feira (18/09), a TV brasileira celebrou o importante marco dos 70 anos. A “setentona” enfrenta um processo de transformação com a popularização, cada vez maior, da internet. Agora, a tradicional TV é chamada de primeira tela e é desafiada por outras telas, seja do computador ou do smartphone, por exemplo.

Especiais estão sendo exibidos pelas emissoras. “Globo Repórter” ganhará dois especiais para reverenciar a nossa televisão. Nesta sexta, o programa jornalístico da TV Globo explorou o filão que marca a cultura televisiva tupiniquim: a telenovela. Evidentemente, as produções da casa ganharam amplo destaque.

O especial de 50 anos, que já tinha celebrado as novelas históricas, como O Bem Amado, Saramandaia e Escrava Isaura, ganhou atualização, com Caminho das Índias, Avenida Brasil, dentre outras. Regina Duarte, que ajudou a construir esse verdadeiro Império da comunicação, não foi esquecida. Recebeu o destaque merecido, após ter sido, tristemente, chamada de ex-atriz pelo “Jornal Nacional”.

Tarcisio Meira e Gloria Menezes também foram celebrados. O jornalístico forçou na comparação com o “casal do momento” Lázaro Ramos e Tais Araújo. Totalmente desproporcional. O especial ainda desmereceu as tramas inspiradas em textos mexicanos para enaltecer as novelas genuinamente brasileiras. E incluiu nisso a clássica O Direito de Nascer. Desnecessário.

Neste bloco, chamou a atenção a inclusão de Pantanal e Xica da Silva, tramas produzidas pela extinta TV Manchete. A TV Globo pretende adaptá-las brevemente. Nenhuma menção a Éramos Seis, produzida pelo SBT. Uma das joias da nossa teledramaturgia.  Das concorrentes, nesta primeira longa reportagem, pipocaram imagens do Programa Silvio Santos e do MasterChef.

Em seguida, “Globo Repórter” destacou os momentos mais marcantes do telejornalismo, humorísticos e publicidade. Na próxima edição, o jornalístico comandado por Gloria Maria e Sandra Annenberg resgatará momentos marcantes dos programas de auditório, esportivos e realities shows que dominaram a televisão brasileira nestes últimos 20 anos. Será que a TV Globo enaltecerá a primeira edição da Casa dos Artistas? A conferir.

Diante do árduo desafio de condensar 70 anos da TV brasileira, o trabalho de edição foi fundamental para “dar gás” e valorizar os momentos mais preciosos do veículo de comunicação iniciado, em nosso País, pelas mãos de Assis Chateaubriand.

Parabéns a todos nós, telenautas e telemaníacos!

Fabio Maksymczuk