Olá, internautas

Nesta terça-feira (13/10), a TV Globo exibiu o último episódio de “Sob Pressão – Plantão Covid”, escrita por Lucas Paraizo e dirigida por Andrucha Waddington. A série é a melhor produção de teledramaturgia exibida pela TV Globo nesta década. Texto primoroso. Direção impecável. Elenco brilhante.

O especial que retratou os desafios encarados pelos profissionais de saúde em plena pandemia do novo Coronavírus humanizou as frias estatísticas lidas diariamente nos telejornais. Marcio Gomes sempre informa o “placar” de mortos, curvas ascendentes ou descendentes de infectados, além de dados por Estados no “Jornal Nacional”. O telespectador, já anestesiado com o bombardeio desse noticiário, acompanha 1000 mortes por dia, mas fica distante do real sofrimento espalhado pelos hospitais do nosso País.

“Sob Pressão – Plantão Covid”, através da teledramaturgia, capturou esses índices e trouxe para a tela o drama encarado por médicos, enfermeiros e demais profissionais que lutam pela vida.

Além disso, os pacientes infectados pela enfermidade, retratados na série, sensibilizaram também o telespectador. Neste segundo episódio, um rapaz, que curtia as festinhas em plena pandemia, contraiu a Covid-19 e contagiou sua irmã. Ela morreu nas mãos da doutora Carolina (Marjorie Estiano) que ficou desolada.

Marjorie, mais uma vez, sobressaiu na série. A cena emblemática que misturou, em sua face, o sorriso para tirar a foto do crachá e o olhar desolador com o drama vivido pelo seu companheiro, doutor Evandro (Julio Andrade), e de toda a situação enfrentada na unidade hospitalar, demonstra a magnitude da atriz.

“Sob Pressão – Plantão Covid” conscientizou o público sobre o que ocorre nos hospitais pelo mundo afora. Missão cumprida.

Fabio Maksymczuk