Mudar os hábitos alimentares pode aumentar a expectativa de vida? Para encontrar a resposta desta pergunta, o crítico gastronômico Giles Coren foi aos Estados Unidos onde adotou três das dietas mais radicais do mundo: uma baseada na redução de calorias; outra com alimentos comuns ao ser humano do Período Paleolítico; e uma em que só é permitido ingerir frutas. Colen conheceu pessoas levam estas formas de alimentação tão a sério que criaram um estilo de vida próprio. Todo experimento está no programa inédito Eat to Live Forever With Giles Coren, que estreia no canal BBC Earth dia 23 de fevereiro, às 23h55, com reapresentações dia 24 de fevereiro às 12h50 e 18h20; e dia 26 de fevereiro, às 11h40.

Durante o programa, Colen – que já venceu o prêmio de melhor crítico de comida e bebida no British Press Awards em 2005 – mostra um regime baseado na redução drástica de calorias. Ele conhece o casal Paul e Meredith, que adota esta dieta na qual um homem deve ingerir, no máximo, 1.800 calorias por dia (enquanto o mínimo indicado pelos profissionais de saúde é de 2.500 calorias/dia).

Na sequência, o crítico passa a comer como os humanos que viviam no Período Paleolítico. “Viajei no tempo cerca de 10 mil anos, para uma era anterior à agricultura”, diz Colen. Ele conhece pessoas que se alimentam de comidas não processadas industrialmente, mas, no geral, muito gordurosas. Por isto, um dos maiores entusiastas da dieta, o ex-atleta profissional Mark Sisson, explica que é necessário treinar o corpo para que ele queime gordura com eficiência. Alguns praticantes do “regime do Paleolítico” levam a prática ao extremo, como um homem que cria animais para comer a carne e a gordura ainda cruas.

A última dieta apresentada é o frutarianismo, exclusivamente composta por frutas. O crítico percebe que ela é seguida principalmente por jovens que não se limitam a ingerir frutas tradicionais e famosas. Eles também procuram opções mais exóticas e pouco conhecidas, como o fruto conhecido como durian (também chamado no Brasil de “durião” e “dúrio”), que possui um formato similar ao da jaca, mas com odor e gosto particulares, e que possui a fama de causar efeitos similares aos de algumas drogas em quem o ingere.