O canal de televisão por assinatura SescTV estreia Fronteiras Políticas, episódio inédito da série CurtaDoc, que apresenta curtas-metragens latino-americanos sobre a luta de pessoas por um mundo com mais igualdade. Com direção de Kátia Klock, o programa vai ao ar dia 25 de novembro, terça, às 21h.

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O documentário Espacio Moneda retrata uma manifestação pacífica, na qual mil pessoas correram pelas ruas de Santiago, no Chile, durante 1800 horas, em prol da educação gratuita, entre junho e agosto de 2011. Eles seguravam bandeiras, inclusive pretas, em especial no entorno do Palacio de La Moneda, sede da presidência da república daquele país. "Gostei muito da inclusão da bandeira do Chile como parte de um processo que gera uma necessidade de aglomeração sem cair no esquema formal do nacionalismo, o que pode ser um pouco menos venenoso politicamente", ressalta Bernal.

O filme Skin Destination confronta imagens da vida da cineasta Adriana Trujillo com cenas do cotidiano do México, como situações de violência e a batalha envolvendo o narcotráfico e o governo. Para Bernal, há uma espécie de ilusão quando o assunto é recuperação de uma memória e ele tenta descobrir se é a lembrança da cineasta que aparece no filme ou a dos mexicanos.

O curta Xucuru Ororubá narra o dia-a-dia do Xucuru, um grupo de índios que vive na Serra do Ororubá, município de Pesqueira – PE. Esse povo tenta manter sua terra e livrar-se da perseguição de posseiros. O curta trata, entre outros assuntos, da morte do cacique Xikão (1950-1998), que foi assassinado pelos posseiros; o legado deixado por esse líder; e a forma como os indígenas se organizam em sociedade. Bernal considera o filme importante por registrar os acontecimentos.

Já o curta A Ditadura da Especulação, dirigido por Zé Furtado, mostra conflito, em 2011, entre índios, que lutam para impedir a invasão de suas terras no Setor Noroeste – DF, conhecido como Santuário de Pajés, polícia militar e seguranças da administradora Terracap. O local é invadido na tentativa de construir um bairro de alto nível. Para Bernal, no documentário prevalece o lado jornalístico sobre a própria denúncia, priorizando os indígenas. Na opinião do crítico, os índios deviam ser mais abertos, representados e não justificados pelas exigências e danos provocados pela polícia.

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