A Baía de Guanabara é um dos principais cartões-postais do Rio de Janeiro. Local do desembarque da colonização portuguesa na cidade maravilhosa há mais de cinco séculos, as enseadas do Flamengo, de Botafogo e da Urca formam, sob os braços do Cristo Redentor, uma das mais belas paisagens da cidade. No entanto, anos de negligência, falta de planejamento, ausência de políticas ambientais e carência de infraestrutura destruíram o ecossistema local poluindo suas águas e transformando um cenário paradisíaco em um grande pesadelo.

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O documentário "Baiá dos Pesadelos" de Alexandre Bouchet, que chega ao Canal Brasil nesta segunda (18), passeia de barco por esse encantador encontro do mar com a foz de diversos rios cariocas para entender os efeitos da contaminação em massa. O filme parte dos depoimentos de gente familiarizada com o cotidiano da Baía de Guanabara para mostrar os muitos problemas da região.

O biólogo Mario Moscatelli sobrevoa, há décadas, os 150 quilômetros de praias e ilhas pelos quais a baía se estende. Suas gravações denunciam um cenário alarmante sobre a situação da enseada, cercada por lixões a céu aberto sem qualquer tipo de tratamento para os resíduos.

Há ocupação desordenada das margens, contaminação do solo e esgoto despejado sem o devido trato. Catadores de lixo apontam a mortandade anormal de peixes, pescadores confessam a dificuldade recente para tirar o sustento das águas e velejadoras olímpicas narram os percalços para treinar em alto nível em meio a pedaços de plásticos e objetos diversos encontrados aleatoriamente pelo caminho.

"Baiá dos Pesadelos" estreia dia 18 de junho, às 22h no Canal Brasil.

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