Esconde-se, em meio ao caótico cotidiano do engarrafamento e dos lotados centros comerciais e shoppings centers da Barra da Tijuca, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro, um pequeno oásis de tranquilidade afastado à correria da vida urbana. A Ilha da Gigóia, parte de um acanhado arquipélago, vive uma rotina alheia do resto do município. Essa ilha é tema do documentário inédito "A Ilha da Gigóia", destaque no Canal Brasil nesta segunda (10).

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Com a mesma calmaria dos barcos que transitam entre as avenidas do asfalto e pequenas alamedas, seus três mil moradores desfrutam de um lugar com clima de cidade pequena, em um ambiente familiar, criativo e intimista. O documentário de Marcela Morê e Mariza Fonseca disseca um pouco da rotina do local, mostrando suas paisagens e os depoimentos de quem fez da ínsula seu lar há décadas.

O documentário passeia pelas estreitas ruas da ilha atento a captar os detalhes capazes de dar ares mágicos ao lugar, acessado apenas por barcos. A rotina é lenta, os moradores andam sem passos apressados e vivem como em uma cidade do interior onde todos se conhecem. Em um Rio de Janeiro violento e desigual, a Gigóia possibilita cenas improváveis, como casas destrancadas e de portas abertas, silêncios quebrados apenas pelo barulho dos animais e caminhadas à noite sem medo do crime.

Quem transformou a ínsula em casa é unânime em atestar o amor pelo bairro. O ator Flávio Bauraqui comenta como chegou ali e a felicidade em andar no meio de tantos conhecidos. O cineasta Neville D’Almeida afirma habitar em um paraíso no meio do caos e o intérprete Roberto Bomtempo revela a estranheza ao chegar na ilha pela primeira vez.

"A Ilha da Gigóia" estreia dia 10 de setembro, às 22h no Canal Brasil.

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