O 28 de junho é celebrado mundialmente como o Dia do Orgulho LGBT. Para promover a reflexão sobre as questões de gênero, a Globo realiza, no Rio de Janeiro, o fórum ‘Corpo: Artigo Indefinido’.

O evento acontece, a partir das 13h, no Solar de Botafogo. A ação é desdobramento de uma série de iniciativas que vem sendo realizadas para mobilizar a sociedade acerca do tema. Além de um fórum interno que reuniu especialistas, ativistas e funcionários nos Estúdios Globo, a emissora participou do ‘Festival Path’, em maio, em São Paulo, com uma mesa formada por ativistas e formadores de opinião que discutiram o tema sob a ótica do mercado de trabalho, e prevê ainda um espaço em sua programação na Flip – Festa Literária de Paraty, em julho deste ano, para tratar das questões de identidade de gênero na literatura.

Na ocasião, também será lançada a publicação de mesmo nome, parte da série Cadernos Globo, com artigos, entrevistas e depoimentos de especialistas sobre feminismo, equidade, interseccionalidade, entre muitos outros temas que perpassam o debate sobre as formas de existência. Ao longo do dia ainda haverá atividades artísticas, como apresentação de monólogo, curta-metragem e pocket-show. Uma oficina de caracterização para drag queens – apresentando a cultura do transformismo como forma de sensibilizar o público para este trabalho – completa a programação.

Um dos temas relativos a identidade de gênero é abordado, atualmente, na novela ‘A força do querer’, com o drama da personagem Ivana (Carol Duarte), que se descobre transgênero. A Globo sempre deu destaque a questões ligadas à sexualidade e papéis sociais no jornalismo e desde os primeiros passos de sua dramaturgia. Em 1971, Ary Fontoura encarnou um dos primeiros personagens homossexuais, na trama de Dias Gomes, ‘Assim na Terra como no céu’. E em 1988, ‘Vale Tudo’ já discutia direitos de herança envolvendo pessoas do mesmo sexo. ‘Mulheres Apaixonadas’, de 2003, tratou da homossexualidade entre duas alunas e da violência contra a mulher, através dos personagens de Dan Stulbach e Helena Ranaldi.