O canal de televisão por assinatura History estreia no sábado, dia 11 de julho, a partir das 22h, a produção original "Guerra do Paraguai" e discute o maior conflito já travado entre países da América do Sul.

- Publicidade -

Passados 150 anos do início da maior guerra já travada dentro da América do Sul, o especial apresenta ao público brasileiro de uma maneira informativa e emocionante as conquistas e os equívocos do Brasil durante a Guerra do Paraguai, que aconteceu entre 1865 e 1870 e envolveu Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai – além de esmiuçar as razões que motivaram o conflito.

Cerca de 75 mil brasileiros, 18 mil argentinos e mais de três mil uruguaios – além de nada menos que 300 mil paraguaios, ou quase 70% da população do Paraguai na época – morreram ao longo dos cinco anos de guerra, entre civis e militares, em decorrência de combates, epidemias que se alastraram e fome. Também conhecida como Guerra da Tríplice Aliança, a Guerra do Paraguai teve início com a invasão da província brasileira de Mato Grosso pelo exército paraguaio, sob ordens do polêmico presidente Francisco Solano López (1827-1870). O ato foi uma represália a então recente intervenção armada do Brasil no Uruguai, que ocorrera em 1864 pondo fim à guerra civil uruguaia. Mas o gesto que de fato marcou o início da Guerra do Paraguai, isto é, a primeira reação à invasão e aos ataques do presidente Solano López, foi a assinatura do Tratado da Tríplice Aliança, formada entre Brasil, Argentina e Uruguai em 1º de maio de 1865.

Os depoimentos de historiadores (como Mary Del Priore e Francisco Doratioto), jornalistas (Eduardo Bueno, Leandro Narloch, Jorge Rubiani), diplomatas (Miguel Solano López, bisneto de Solano López, Juan Rivarola) e escritores, entre brasileiros, argentinos, paraguaios e um europeu, conferem ao especial uma visão plural dos acontecimentos, analisando e contrapondo os momentos em que o Brasil agiu de maneira correta e aqueles em que foi totalmente inconsequente ou arbitrário, assim como as atitudes – muitas delas irresponsáveis – do então presidente Solano López (e de sua esposa, Elisa Lynch) ao longo dos cinco anos de lutas. Não há unanimidade entre os entrevistados: enquanto alguns defendem posições do Paraguai ou do Brasil, outros, como Eduardo Bueno, criticam duramente a teimosia de Dom Pedro II (1825-1891) em sua caçada a Solano López e na manutenção de uma guerra tão cruel, que se arrastou por mais de cinco anos. Já as reencenações de batalhas, extremamente realistas, trazem ao especial um pouco do horror e da violência existentes nas guerras. Dom Pedro II, um dos grandes líderes desse sangrento conflito, é personificado no especial pelo ator brasileiro Jairo Mattos.

- Publicidade -