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Nesta quinta-feira (09/09), a Record TV exibiu a grande final do “Ilha Record”. Any Borges conquistou 500 mil reais. Mirella Santos ganhou 250 mil reais pela votação popular. A Gêmea Lacração personificou o voto anti-Nadja Pessoa.

Sabrina Sato sobressaiu no comando do reality até a final. Focada. Bem dirigida. Firme em suas colocações. Porém, na exibição ao vivo, a apresentadora voltou a titubear, como ocorreu no Made In Japão.

Indagada sobre a votação popular que paralisava em um determinado momento e excluía os ilhados da disputa, ela não soube responder, até o final do programa, se os votos foram zerados ou “continuados”. Mirella venceu com 79,33%. Do cômputo desde segunda ou somente do bloco final? O telespectador ficou sem essa resposta. Deveria ter sido de forma acumulada.

Pyong Lee, de fato, foi o protagonista da edição. Ele compreendeu o espírito do reality. Enxergou, logo de cara, o trio formado por Lucas Selfie, Claudinho Matos e Any Borges. Amigos antes da “Ilha”. Diante de tal situação, articulou a Aliança integrada por Thomaz Costa e Antonela Avellaneda. Depois, Nadja e Valesca entraram no quinteto.

Lucas Maciel, que foi coadjuvante em “A Fazenda 12”, percebeu sua rejeição aumentar com o “Ilha Record”. O youtuber, que se autointitula estrategista, derrapou logo na segunda eliminação. Atuou mais como um comentarista derrotado no Exílio. Proferiu discurso raivoso contra Nadja. Liderou a votação para tirá-la da semifinal. Os ilhados não deveriam ser excluídos apenas por votação sem a oportunidade de encarar alguma prova. O mesmo aconteceu com Mirella e Claudinho. Essa foi a maior falha do formato nacional.

Nadja abusou da aura de perseguida. Utilizou a mesma estratégia de “A Fazenda 10” em um reality com outra proposta. Não convenceu grande parte do público (apesar de ter sido injustiçada em sua eliminação na reta final com Dinei lesionado).

A “aliança” de Pyong e Antonella desagradou parte do público. A ex-BBB foi a menos votada com menos de 1%. Pyong ficou na singela casa dos 3%. Muitos enxergaram um “flerte” entre os dois aliados, sendo que ambos eram casados até então.

Apesar de Any ter sido a grande campeã, ela acrescentou quase nada ao reality. O mesmo aconteceu com Claudinho Matos. Até aqui, os ex-De Férias com Ex não se destacam nos realities da Record TV. Mesmo assim, sempre garantem uma cota. Com a bênção do diretor Rodrigo Carelli.

Dinei diminuiu o ranço junto ao telespectador que o acompanhou nas duas edições de “A Fazenda”, principalmente da Nova Chance. Thomaz Costa surgiu como linha auxiliar de Pyong. Mirella Gêmea Lacração iniciou apagada no reality, mas após o retorno do Exílio acordou para o jogo.

Laura Keller surgiu como a “independente”. Poderia ter sido a grande finalista contra Pyong. MC Negão da BL, Nanah Damasceno e Valesca Popozuda surgiram como coadjuvantes na atração.

O Exílio foi o grande acerto do formato do “Ilha Record”. Os eliminados ficaram trancafiados na caverna e assistiam, pela TV, à rotina dos competidores. Como ocorre nos paredões falsos do BBB, os repescados retornaram com o “sangue nos olhos”. Porém, a edição deveria ter focado mais no jogo dos ilhados. Em diversos episódios, as falas de “ranço” dos derrotados ganhavam mais espaço que os competidores ainda em competição.

A prova final do “Caça ao Tesouro” poderia ter sido mais emocionante. Eles deveriam nadar, cavar fundo, subir em árvores, entre outras atividades que provocassem adrenalina no telespectador. Ficou suave demais. Na realidade, a decisão ficou alicerçada na sorte com a decisão da equivalência de cada cor das joias. E não no vigor físico.

Mesmo com essas observações, “Ilha Record” funcionou. Demonstrou fôlego para uma nova temporada. Mesmo com figuras repetidas, o elenco engrenou, principalmente pela postura de Pyong. O clima de sol e verão renovou o cardápio de realities da emissora ambientados, há anos, na Fazenda e Mansão Power.

Fabio Maksymczuk

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