O êxodo dos sírios para países como Hungria e Alemanha e o menino de três anos, Aylan Kurdi, morto à beira da praia chocam o mundo. Mas como estas notícias e outras sobre o tema têm sido divulgadas pela internet e outras mídias, há a contextualização histórica sobre a região? O programa Ver TV recebe nesta sexta-feira, dia 25 de setembro, às 20h, especialistas no estúdio para discutir estas e outras questões relacionadas à crise dos refugiados. A atração é exibida pela TV Brasil.

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Quando naturalizo, ignoro o drama”, pontua Samira Osman, professora de história da Ásia na Universidade Federal de São Paulo, analisando que as imagens têm força, mas lados positivos e negativos. “Num momento ela nos faz reagir a tomar decisões, mas também: ah, eu já cansei de ver isso”, pondera a autora do livro Imigração Árabe no Brasil: história de vida de libaneses, muçulmanos e cristãos.

Para o historiador e jornalista Rodrigo Vianna, da rede Record, o noticiário de televisão não traz o contexto.“É preocupante porque na história recente do capitalismo, toda vez que tem crise econômica você tende a botar a culpa sempre neste outro, que as vezes é o outro mais oprimido ainda do que você”.

A TV Húngara chegou a proibir as emissoras de transmitirem as imagens às quais o mundo todo vem tendo acesso. A censura foi observada pela professora de relações internacionais da PUC de São Paulo, Cláudia Marco, como uma tentativa de se evitar a criação de vínculos entre a população húngara e os refugiados. “Há refugiados produzidos como consequência de guerras civis, reincidentes e cujos desdobramentos não podem ser mais contidos pela região. Na medida em que a Europa é inserida como um espaço capaz de compartilhar os ônus, há de se pensar que a própria região já foi demasiadamente onerada”.

O programa ainda traz entrevistas gravadas com a professora Gisele Chagas, do departamento de antropologia da Universidade Federal Fluminense, sobre as o impacto que imagens do conflito podem provocar no público; com Zilda Iokoi, do departamento de história da Universidade de São Paulo e coordenadora do Diversitas, Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos da USP; e o jornalista Alberto Dines, apresentador do programa Observatório da Imprensa, exibido pela TV Brasil.

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