Yoani Sanchez foi eleita pela revista Time, prestigiada publicação norte-americana, como uma das mulheres mais influentes do mundo. Natural de Havana, ela montou sozinha seu primeiro computador, driblou dificuldades para encontrar uma conexão de Internet na capital e montou um blog para mostrar sua visão sobre a política, economia e vida na ilha localizada na América Central. O acesso, até pouco tempo, era bastante restrito aos moradores, e diversos sites – principalmente redes sociais e motores de busca – eram censurados pelo poder público. A jornalista é ferrenha crítica ao modelo de sociedade socialista, implantado pela Revolução Cubana de 1959. Suas posições causam desconforto ao governo local, mas ela rapidamente conquistou milhares de leitores e prêmios internacionais por suas denúncias.

"A Viagem de Yoani", documentário inédito que estreia no Canal Brasil, narra, após uma pequena introdução sobre as origens de sua protagonista, o roteiro da sua primeira viagem ao Brasil. Durante muito tempo, Yoani tentou, sem sucesso, solicitar vistos de saída para a imigração local. Quando a exigência de autorização foi extinta, ela escolheu as terras tupiniquins como seu primeiro pouso. Sua recepção foi controversa. Militantes contrários às suas posições lotaram o aeroporto de Feira de Santana, na Bahia, com cartazes e gritos de protesto. Em coro, a acusavam de defender o imperialismo americano e trair os ideais de sua terra natal. A câmera acompanha de perto as reações da blogueira, as muitas entrevistas concedidas e as tentativas – em sua maior parte, frustradas – de palestrar e participar de debates. No Brasil, ela encontra com o então senador Eduardo Suplicy, e conquista elogios de adversários políticos – entre eles, há depoimentos da presidente Dilma Rousseff e do deputado Jair Bolsonaro.

"A Viagem de Yoani" estreia no dia 25 de abril, às 22h no Canal Brasil.