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Teles preparam investida contra lei que proíbe cobrar mais na internet
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RockyRei em 3 Dez 2017 - 23:32       
anos | Out 2007 | Mensagens: 366 | Porto Alegre - RS
  
 

Paulo.es escreveu
RockyRei escreveu
Paulo.es escreveu
Com certeza vão conseguir. Com esse presidente que aí está, o povo está perdendo todas as conquistas dos últimos anos.


É, imagine se a gente tivesse continuado com a anterior....Muitos dos cortes realizados foram justamente para botar ordem na casa, após anos de irresponsabilidade.

Felizmente nos livramos da bruxa e da sua gentalha.

Isso é o que te fizeram acreditar...


Errado, amigo. Isso é o que eu acredito, justamente por pensar por conta própria. Não sou manipulado por partidos políticos sujos ou ideologias de cegos fanáticos, que cometem as maiores arbitrariedades e jogam a culpa na "perseguição política", como se eles fossem os únicos santos na face da Terra, por exemplo. Quem acredita nessa narrativa é que é o verdadeiro iludido. Numa coisa concordamos: é bem fácil enganar. Daí a importância de espaços como esses fóruns, para fazer as pessoas pensarem, sempre.


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STOLEDO em 4 Dez 2017 - 13:47       
anos | Dez 2010 | Mensagens: 997 | Borda da Mata - MG
  
 

estamos numa época em que temos de escolher o melhor entre os piores. esse melhor estando entre os piores , não deveria nunca ser o melhor, apenas pior.mas não é assim que funciona. eu em particular, não vi nada mais ruim do que esse governo.agora sim, estamos caminhando para nos tornarmos uma venezuela, e com a gasolina perto dos 5R$, lá é centavos.com todo apoio que teve de empresários, populares (apesar que que basicamente, eram não votantes da dilma), apoio político(vocês se lembram da votação no congresso: pela ética, por Deus , por meus filhos, para um brasil melhor, et,etc,etc.), era para o brasil amanhecer na boa, com todos os investimentos necessários e desemprego abaixando imediatamente . mas foi o contrário, não foi ?

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othon em 4 Dez 2017 - 21:24       
anos | Nov 2005 | Mensagens: 154 | Fortaleza - CE
  
 

Trump ameaça internet mundial e ameaça paz mundial ..




Uma ameaça real à rede

Por ser sinônimo de liberdade de informação, a neutralidade da internet incomoda muita gente. Donald Trump, por exemplo

Assim que o mundo começou a descobrir a internet, em princípios dos anos 1990, algumas empresas americanas criaram serviços de acesso que ofereciam cercadinhos seguros para os usuários. Na America Online (AOL), no Prodigy ou na Compuserve, os três maiores, era possível fazer chat com os amigos, consultar catálogos on-line, estudar, jogar e praticamente tudo o que se fazia na rede… sem se aventurar pela verdadeira rede. Esses ambientes exibiam apenas o que achavam conveniente exibir. Pornografia, pirataria, sítios clandestinos — nada disso perturbava a vida do cidadão que singrava pelas suas águas calmas.

Abaixo dessa superfície plácida havia uma briga de foice pelo domínio do mercado -- tão grande, mas tão grande, que permitiu à AOL comprar, no ano 2000, o conglomerado Time Warner. Naquela época, era quase impossível ir a uma loja de informática ou pegar uma revista na banca sem esbarrar em disquetes ou CDs com o seu sistema. O assédio era tão grande que, a um dado momento, metade dos CDs prensados no mundo trazia a marca da AOL.

Quem surfava a internet real, contudo, olhava para aquilo e se espantava. Por que pessoas adultas e maiores de idade trocavam a liberdade de ter o mundo ao seu alcance por um ambiente tutelado? Demorou um pouco mas, enfim, a turma do cercadinho acabou se dando conta do que estava perdendo, e passou a se aventurar pela rede. Os serviços on-line entraram em declínio.

Isso, a essa altura, é História Antiga — mas também pode ser um espelho perverso do futuro. Há uma possibilidade muito real de que a FCC, Comissão Federal de Comunicações, decrete, no próximo dia 14 de dezembro, o fim da neutralidade da rede nos Estados Unidos, aprovada há meros dois anos no governo Obama. O princípio da neutralidade garante que empresas de telecomunicação se abstenham de dar prioridade a quem quer que seja: todos os dados devem ser tratados da mesma forma, sejam eles gerados por um gigante como o Facebook ou por uma start-up que nasceu ontem, e devem ser livres para todos.

É a neutralidade que assegura a independência do internauta, ao proibir provedores de serviço de tornar a navegação mais lenta ou mais rápida, de acordo com o conteúdo, ou mesmo de, pura e simplesmente, bloquear o acesso a determinados sites. Sem a neutralidade, um provedor poderia impedir o acesso dos seus usuários a serviços da concorrência ou, inversamente, facilitar o acesso a serviços de seu interesse, relegando todo o resto da internet a um tráfego mais lento. Daí para a manipulação política é um pulo.

A neutralidade da rede é sinônimo de liberdade de informação e, como tal, incomoda muita gente. O governo Trump é um dos incomodados e quer dar aos grandes provedores a capacidade de moldar o fluxo de conteúdo da internet. No Brasil, a neutralidade da rede está protegida pelo Marco Civil, mas a mudança nas regras americanas pode ter reflexos negativos no mundo inteiro, aqui inclusive.

Entidades de defesa da internet e usuários em geral estão se mobilizando em grande número nos Estados Unidos para tentar impedir que a FCC leve seu plano adiante, mas o lobby dos provedores é forte, e o Partido Republicano tem maioria na Comissão.

Que tempos.



Fonte : https://oglobo.globo.com/economia/uma-ameaca-rea...282#ixzz50KzjjWwS


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othon em 5 Dez 2017 - 3:00       
anos | Nov 2005 | Mensagens: 154 | Fortaleza - CE
  
 

Neutralidade da rede em Portugal e Europa..



Numa altura em que nos EUA é discutida a questão da neutralidade da Internet, Portugal surge apontado pelos meios de comunicação americanos – como a Quartz, o Wired (versão italiana) e o Business Insider – como um exemplo de Internet sem neutralidade.

As publicações utilizam o pacote Smart Net da Meo, a título de exemplo, para mostrar que as operadoras não agem conforme o princípio da neutralidade, cobrando consumos diferentes de acordo com as preferências dos clientes e utilizadores.

Em Outubro, o congressista norte-americano Ro Khana, disse que o caso português representa uma forma de “dividir a Internet em pacotes“. “É uma vantagem para maiores, mas um bloqueio para as startups que queiram alcançar os utilizadores. Isto é o que está em jogo e é por isso que temos que salvar a neutralidade na Internet”, escreveu.

Contactada pelo Público, a empresa, recentemente comprada pela Altice, esclarece que “cumpre o regulamento europeu relativo à net neutrality“.

Margarida Morais, responsável de comunicação da empresa que falou como fonte oficial da Altice Meo, explica que a empresa dá aos clientes “a hipótese de escolherem o que querem” e afirma que os media estrangeiros “não interpretaram bem o caso”.

Questionada sobre se esta estratégia beneficia grandes tecnológicas, a porta-voz da Meo diz apenas que “os fornecedores que pretendam ver os seus serviços e aplicações abrangidos podem entrar em contacto”.

A neutralidade da rede está em vigor na União Europeia desde 2015. Em relação ao modelo americano, Portugal apresenta algumas exceções, como a autorização do “zero-rating” – prática em que o uso de algumas aplicações não conta para o consumo dos dados mensais de um utilizador.



Fonte : https://zap.aeiou.pt/neutralidade-da-internet-jo...au-exemplo-181371


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paulo motta em 8 Dez 2017 - 17:37       
anos | Jul 2014 | Mensagens: 346 | São Paulo - SP
  
 

Sat01 escreveu
O serviço por aqui já não é lá grande coisa e ainda querem fazer isso aí que está descrito na matéria. Só vai piorar. É um passo pra frente e dois pra trás mesmo.


O serviço ofertado no brasil é de péssima qualidade aqui na cidade de são Paulo onde existem muitas áreas de sombra e o que se percebe é que há um cartel pois nenhuma se interessa em melhoria na qualidade no sinal, quanto aos preços praticados estão entre os mais caros.


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Fabio DG em 8 Dez 2017 - 20:02       
anos | Dez 2016 | Mensagens: 155 | Ipanema - MG
  
 

Ademir escreveu
Citação
Fabio DG, Não duvido de nada mais, interessante que essas operadoras não preocupam em entregar serviços de qualidade aos usuários, so querem sugar o nosso dinheiro, isso ninguém ve.



Pode ter certeza que as operadoras vão conseguir alcançar seus objetivos.

O governo que esta no poder não tem nenhum compromisso com o povo.
verdade, ele esta comprando tudo e todos para conseguir o que quer, lixo de pais este que estamos vivendo

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Fabio DG em 8 Dez 2017 - 20:03       
anos | Dez 2016 | Mensagens: 155 | Ipanema - MG
  
 

Ademir escreveu
Citação
Fabio DG, Não duvido de nada mais, interessante que essas operadoras não preocupam em entregar serviços de qualidade aos usuários, so querem sugar o nosso dinheiro, isso ninguém ve.



Pode ter certeza que as operadoras vão conseguir alcançar seus objetivos.

O governo que esta no poder não tem nenhum compromisso com o povo.
verdade, ele esta comprando tudo e todos para conseguir o que quer, lixo de pais este que estamos vivendo

Responder com Citação   

Smurf_Valente em 8 Dez 2017 - 20:18       
anos | Fev 2010 | Mensagens: 362 | Valente - BA
  
 

Ademir escreveu
RockyRei, Não fale besteira!

As operadoras querem derrubar o MARCO CIVIL DA INTERNET, que foi uma conquista dos usuários da rede aprovada no governo de Dilma!

Ele impede que as grandes corporações dominem a rede e a transforme num negócio que apenas lhes garantam mais lucro, entre outras vantagens.


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Marco Civil: constituição da internet garante benefícios a usuários

Após anos de negociações, presidente Dilma Rousseff instituiu o Marco Civil da Internet, que regulamenta direitos, deveres e garantias do uso da rede de computadores no Brasil.

À espera de aprovação desde 2011, o projeto do Marco Civil da Internet, enviado à Câmara dos Deputados, foi aprovado somente no mês passado pelo Senado. Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff sancionou o projeto de lei que determina princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da rede no País. A advogada Virginia Matte Chaves, especialista em Direito Digital, esclarece que a lei regulamenta o uso por pessoas físicas e jurídicas e serve como uma espécie de constituição para a internet. São regras mais gerais, algumas são muito específicas, outras não. É uma base de princípios.

Para o advogado Rodrigo de Souza Leite, especialista em Direito da Internet, a nova lei é positiva, uma vez que estabelece um novo cenário no que diz respeito à regulação da internet no País. Não havia uma norma que regulamentasse a rede. O Marco Civil veio suprir essa necessidade, justifica. Virginia destaca que muito sobre a aplicabilidade da lei será descoberto com a prática. Não sabemos como alguns pontos vão funcionar e ainda precisamos do decreto presidencial a respeito de outros, como o princípio da neutralidade.

O Marco Civil da Internet garante o sigilo e a inviolabilidade das comunicações e regula o armazenamento de dados e a retirada de conteúdos de sites. Agora, salvo em casos da chamada pornografia de vingança, o usuário que se sentir lesado devido a alguma publicação na internet precisará de uma ordem judicial para obrigar o site a excluí-la, explica Virginia. Antes de a lei entrar em vigor, apenas uma reclamação bastaria para coagir ou forçar a retirada do conteúdo. Agora, o provedor só será responsável caso descumpra uma possível ordem judicial.

Souza Leite assegura que a lei traz aos usuários garantias que antes não tinham. A questão da neutralidade é a principal. Os provedores não poderão mais dar preferências de acesso a determinados conteúdos em detrimento de outros. O cliente poderá ver filmes, por exemplo, sem que a velocidade da banda larga diminua. Isso também gera uma concorrência mais acirrada entre os provedores, elucida. O prazo para o armazenamento de dados, outro ponto polêmico, foi definido em um ano para operadores de telefonia e seis meses para aplicativos e sites de serviços online, explica Virginia. As empresas que se sentiram prejudicadas por tal decisão foram muitas. Por isso que houve grandes discussões até o acordo ser devidamente aceito por todas as partes.

Uma possível limitação da liberdade de expressão e o fim do marketing dirigido eram preocupações acerca da sanção da lei. Entretanto, Virginia desmente a primeira hipótese. O Marco Civil contribuirá com a liberdade de expressão, uma vez que existem regras para regulamentar o que é exposto na internet, afirma. Quanto ao marketing dirigido, teoricamente, o conteúdo trocado entre usuários não pode mais ser vigiado. Entretanto, ainda será preciso averiguar como isso funcionará na prática, pondera a advogada.

Souza Leite ainda aponta o caráter inovador do Marco Civil. É um excelente primeiro passo. Chegamos ao texto que foi possível, dentro do jogo democrático, de maneira a acomodar os interesses de todas as partes envolvidas. Embora existam iniciativas em outros países, o projeto brasileiro é o único a alcançar o âmago da questão, orgulha-se.

http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=160357

Verdade.. a Dilma pode ter sido pau mandado do Lula, mas isso ela beneficiou o população e agora querem achar um jeito de acabar com a "liberdade" que ainda temos na internet.
Quanto a organizar a "bagunça" acho que devo morar em outro país pq mais bagunçado do que está não dá pra ficar, outra coisa, nosso Presidente postiço está torrando nosso dinheiro para se manter no poder... trocou seis por meia dúzia, mas quero lembrar que o Temer foi uma "obra" do PT, ele é o Vice da Dilma, então mais uma "obra" tamanho G de "gigante" do meu, do seu, do nosso EX-Partido dos Trabalhadores... kkkk


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othon em 9 Dez 2017 - 2:34       
anos | Nov 2005 | Mensagens: 154 | Fortaleza - CE
  
 

Neutralidade: um debate em que ninguém tem como ganhar tudo

O debate sobre a neutralidade de rede voltou a se aquecer depois que a FCC decidiu revisar suas próprias normas. Dia 14 a agência reguladora norte-americana votará sua nova posição. No Brasil, algumas matérias da grande imprensa especularam sobre um suposto desejo das empresas de telecomunicações em rever as regras de neutralidade existentes por aqui.

Mais do que um debate sobre quem está certo ou errado e sobre qual é o lado bom e qual é o lado mau da história, este é, essencialmente, um debate sobre os direitos e deveres dos proprietários das redes de acesso banda larga; os direitos dos usuários deste serviço; e qual o nível de controle e regulação que se espera do Poder Público em relação a estas redes e aos serviços por elas prestado. Não existe nenhuma resposta simples a nenhuma destas questões, e no Brasil o problema é mais complexo ainda, pela natureza dispersa da nossa legislação.

Olhando sob a ótica da propriedade da infraestrutura de banda larga, é ponto pacífico que todas as redes do país que hoje se prestam ao acesso de usuários residenciais são, essencialmente, privadas. Pode-se argumentar que talvez as redes de par-trançado, utilizadas para os serviços baseados na tecnologia xDSL, por serem também utilizadas para o STFC, estejam vinculadas de alguma forma à concessão pública. Mas fora o fio de cobre, todo o resto dos equipamentos necessários para fazer a banda larga funcionar nestas redes não existia antes da privatização. Aliás, só passou a existir muito tempo depois. Por iniciativa privada, das próprias operadoras, movidas exclusivamente por interesses comerciais, e com pouco ou nenhum suporte de políticas públicas.

Os serviços de comunicações de dados nunca foram classificados como serviços públicos. O Serviço de Comunicação Multimídia, que hoje é a base dos serviços de banda larga, foi concebido como um serviço privado em 2003. Todos estes são elementos que reforçam a posição das operadoras de telecomunicações no sentido de que, no ambiente da Internet, deve prevalecer a liberdade na oferta de modelos de negócio, inclusive com a possibilidade de diferenciar os tipos de serviços de Internet oferecidos aos usuários em função da qualidade, quantidade e do tipo de conteúdo trafegado (dentro das limitações impostas pela lei).

Mas todas as redes de telecomunicações (inclusive as que se prestam aos serviços de transmissão de dados) não escapam de sua natureza pública. Isso era algo que já podia ser encontrado, do ponto de vista legal, na extinta Lei do Cabo (Lei 8.977/1995, ainda válida quando os serviços de banda larga passaram a ser oferecidos), que trazia os conceitos de "rede única" e "rede pública" (Artigo 4 Incisos XV e XVI); na Lei Geral de Telecomunicações (Lei 9.472/1997), que também condiciona no seu artigo 146 inciso III o direito de propriedade à sua função social (repetindo a Constituição, aliás), assegura a interconexão e o pleno acesso às redes por parte dos provedores de Serviços de Valor Adicionado (Artigo 61, parágrafo II); e finalmente no Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), que reiterou a finalidade social da rede (Artigo 2, inciso VI), o direito de acesso à Internet a todos (Artigo 4 inciso I) e a natureza essencial do acesso à Internet ao exercício da cidadania (Artigo 7).

Todas as leis que podem ser usadas para discutir a natureza da propriedade das redes de telecomunicações, contudo, deixam claro que por trás de seu uso existe uma natureza de exploração comercial. Operação privada, prévia contratação (Lei do Cabo, Artigo 4), remuneração (Lei do Cabo Artigo 30), liberdade de modelos de negócio (Marco Civil, artigo 3 inciso 8 e artigo 3 inciso III), exploração comercial, livre negociação (LGT, artigo 5) entre outras são expressões que aparecem nos marcos legais existentes com tanta ênfase quanto expressões que dão às redes uma natureza de claro interesse público e social.

Nesse sentido, o que deve prevalecer na discussão sobre a neutralidade das redes de banda larga? Sua natureza pública ou seu uso comercial?

Sabemos que elas foram construídas em um ambiente de exploração totalmente privado. O dilema, portanto, é que que por mais privadas que sejam as redes de telecomunicações, elas (as redes) devem cumprir uma função social e devem garantir a ampla interconexão e o pleno e livre acesso dos serviços de valor adicionado. Mas aos seus proprietários também é assegurada a exploração comercial. Ou seja, estas redes têm um dono e esse dono tem o direito de ser remunerado pelo que ali trafega. Quem será o arbitro desses conflitos? Normalmente, um regulador, que o Brasil não tem para o mundo da Internet. Mas aí surge um outro problema.

Nos EUA, o embate regulatório sobre a Internet se dá sobre a possibilidade de a FCC regular as redes de acesso à Internet para assegurar a neutralidade e a possibilidade de a FCC não mais regular isso, deixando o assunto para a agência de comércio (FTC). Os defensores da neutralidade querem que a FCC mantenha seus poderes de enquadrar Internet como serviço de telecomunicações.

No Brasil, por outro lado, a Anatel é a última instância em que os defensores da neutralidade plena querem ver o debate ser travado. Aliás, não haveria sequer debate a ser travado, já que o entendimento é que as empresas de infraestrutura só poderiam cobrar de uma maneira: pela diferenciação de velocidade de acesso.

Sob qualquer perspectiva que se olhe, o debate está truncado, e nada indica que haverá sensatez para um novo debate sobre neutralidade no Brasil.

Sem redes de telecomunicações não existe Internet. Não existem, portanto, nenhum dos serviços que trafegam sobre ela. E se as redes de acesso à rede que existem são privadas, é justo que caiba aos seus detentores a liberdade de explorar os modelos comerciais como acharem convenientes (e que forem aceitos pelos consumidores).

A Internet, por outro lado, é essencial na sociedade em que vivemos, e pensar em um ambiente sem nenhum tipo de regulação parece um risco demasiado, seja aos direitos dos consumidores, seja à própria natureza essencial do serviço. É um jogo em que, tudo indica, nenhum dos lados poderá conseguir 100% do que gostaria.


Fonte : http://teletime.com.br/2017/12/09/neutralidade-...como-ganhar-tudo/


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Rubens em 9 Dez 2017 - 2:35       
anos | Nov 2004 | Mensagens: 644 | Rio de Janeiro - RJ
  
 

CARACA!!!!... Quanto exageros nos textos dos posts...

Criaram um Marco Civil para supostamente resolver problemas QUE NAO EXISTIAM (mas que acaba atrapalhando em varios pontos, alem de ser mais uma gota de burrocracia e intervencionismo no oceano de entulhos brasileiro), e agora ficam inventando um monte de suposicoes de um "catastrofico fim de mundo" para a internet, so porque alguns pontos do Marco podem vir a ser alterados...

Os exageros sao mais do que obvios, ja que ficam repetindo um monte de exemplos de coisas que nunca aconteceram em lugar algum do mundo (como plano mais caro para poder acessar Youtube).

.


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