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Papo Aberto   
Sobe 66% o número de homicídios no Uruguai por causa do narcotráfico
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Larry.Tate em 2/9/18, 10:26       
anos | Out 2007 | Mensagens: 2874 | São Paulo - SP
  
 

Com a maconha regularizada, disputa de gangues por espaço restrito se torna mais sangrenta

SYLVIA COLOMBO
MONTEVIDÉU

A pacata capital uruguaia vive dias de tensão depois que o governo anunciou que o número de homicídios no país cresceu 66% na primeira metade de 2018 com relação ao mesmo período do ano passado.

Também subiram os registros de furtos a domicílios e assaltos à mão armada.


Criança pedala no bairro pobre de Casabó, na região de Villa del Cerro, em Montevidéu (Uruguai), onde sobe o número de homicídios - Diego Correa Bayarres/Folhapress

“Estamos reforçando a segurança, pondo câmera na garagem, porque queremos evitar ter de mudar para um condomínio fechado, como muitos ex-vizinhos que foram embora por medo da violência”, diz Roberto Sposito, 42, morador do bairro nobre de Carrasco.

Ali, o preço das propriedades tem caído nos últimos anos, derrubado pelo êxodo de moradores que trocam casas por prédios em busca de maior segurança.

Numa rápida caminhada pelo bairro, a reportagem da Folha contou mais de dez placas de “vende-se” num conjunto de poucos quarteirões.

Algumas casas diante da praia parecem abandonadas, dado o descuido dos jardins, cujo verde cresce sobre as placas das imobiliárias.

Embora a violência no Uruguai continue baixa se comparada aos níveis da região, o país é um dos que registra aumento mais acentuado dos índices, segundo levantamento da ONG Insight Crime, que monitora o tema na América Latina e produz estudos a respeito dele.

O índice de assassinatos por 100 mil habitantes no Uruguai é de 8,1 (e na capital, de 11), contraposto, por exemplo, a 30,8 no Brasil e 42,8 em Honduras —o índice médio de toda a América Latina é de 21,5, segundo o Instituto Igarapé.

Se nos bairros ricos das grandes cidades os principais problemas são furtos e assaltos, quem sofre com os homicídios são os bairros periféricos e portuários, no caso de Montevidéu, onde se concentraram 80% dos 218 assassinatos registrados no último semestre (ante 131 no primeiro semestre do ano passado).
Segundo as autoridades locais, 40% desses delitos estão relacionados a conflitos entre gangues do crime organizado.

Para o ministro do Interior, Eduardo Bonomi, “o aumento da violência é resultado do aumento dos enfrentamentos de gangues, muitas ligadas ao tráfico de drogas”.

A regulamentação da venda da maconha, em julho de 2017, reduziu o mercado negro da droga em 25%, segundo dados oficiais, e diminuiu a violência ligada à comercialização, além de garantir a qualidade do produto aos usuários regulares registrados.

Mas há um lado negativo. A diminuição do número de compradores que antes recorriam a traficantes fez com que estes passassem a disputar com mais violência o espaço reduzido para atuação.

O governo calcula que o mercado de consumo de maconha movimente US$ 40 milhões (R$ 164 milhões) ao ano, dos quais desde a aprovação da Lei da Maconha, em 2013, US$ 10 milhões passaram ao setor legal da economia. Já há 35 mil usuários registrados para consumir a droga pelos clubes de cultivo ou farmácias.

Além disso, o presidente Tabaré Vázquez é um opositor da lei que a aplicou porque estava aprovada pelo Congresso, mas não deu continuidade ao plano previsto.
“Não basta legalizar uma quantidade reduzida e não ter plano para discutir o uso das outras drogas, não investir nos programas de prevenção do consumo, na pesquisa e na contenção do crime organizado”, diz Raquel Peryaube, presidente da Sociedade Uruguaia de Endocanabinologia.

Segundo relatório da Insight Crime, há no país ao menos 20 gangues ou pequenos cartéis dedicados ao tráfico (principalmente de cocaína) que se aproveitam da posição estratégica da cidade portuária para exportá-las à Europa.

Há, ainda, segundo as autoridades uruguaias, um aumento do consumo do “paco” (pasta base da cocaína) entre a juventude na periferia e em algumas áreas do centro de Montevidéu. A Folha registrou a presença de usuários numa quadra de esportes perto do bulevar Sarandí, frequentado por turistas.

A oposição ao governo do esquerdista Vázquez culpa ele e seu partido, a Frente Ampla, no poder desde 2005, por nunca ter investido o suficiente em segurança e inteligência. Essa é uma das bandeiras da pré-campanha eleitoral do partido Nacional, que tentará tirar a esquerda do poder nas eleições do ano que vem.

O diretor nacional de Polícia do Uruguai, Mario Layera, afirma que o país “está caminhando para se transformar na Guatemala ou em El Salvador no que diz respeito à segurança, por causa da falta de investimentos”. Ele acusa Vázquez de ter “medo de adotar medidas duras que possam não parecer simpáticas a sua base eleitoral de esquerda”.

Pesquisas de opinião recentes indicam aumento do apoio ao uso das Forças Armadas para o combate ao crime.


Vázquez rejeita a ideia porque “o Uruguai não está em guerra”, mas promete anunciar um pacote de medidas para melhorar a segurança.

https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2018/09/sobe...arcotrafico.shtml


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[email protected]é em 2/9/18, 13:00       
anos | Ago 2012 | Mensagens: 1002 | São Paulo - SP
  
 

E ainda queriam fazer o mesmo no Brasil, com relação à liberação da maconha. Sorriso amarelo

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Paulo.es em 2/9/18, 14:25       
anos | Dez 2006 | Mensagens: 1637 | Vitória - ES
  
 

Citação
O índice de assassinatos por 100 mil habitantes no Uruguai é de 8,1 (e na capital, de 11), contraposto, por exemplo, a 30,8 no Brasil


Aumentou o número de homicídios nos lugares violentos, restrito às "favelas" de lá. E óbvio que inicialmente aumentaria a disputa, porque reduziu o mercado. A tendência é a redução aos poucos.
E se 2 pessoas foram assassinadas num período e depois 3 foram assassinadas no outro, teve um aumento de 50%. Só um exemplo que números relativos não querem dizer muita coisa.

Já aqui no Brasil, onde os índices de criminalidade extrapolam qualquer estatística e é assustador, os homicídios ocorrem em qualquer lugar, desde o bairro mais pobre ao mais rico, das ruas aos shoppings. A população fica atrás das grades de casa em qualquer lugar.

No Brasil, 60 mil pessoas são assassinadas por ano. Nossa imprensa deveria se dedicar à essa realidade de guerra que vivemos. Não ficar fazendo esse tipo de matéria sensacionalista.
Aqui o povo aceita tudo que lê como realidade absoluta, sem se dar ao trabalho de pensar.


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Rafa! em 2/9/18, 15:33       
anos | Mai 2006 | Mensagens: 2953 | São Paulo - SP
  
 

Paulo.es escreveu
Citação
O índice de assassinatos por 100 mil habitantes no Uruguai é de 8,1 (e na capital, de 11), contraposto, por exemplo, a 30,8 no Brasil


Aumentou o número de homicídios nos lugares violentos, restrito às "favelas" de lá. E óbvio que inicialmente aumentaria a disputa, porque reduziu o mercado. A tendência é a redução aos poucos.
E se 2 pessoas foram assassinadas num período e depois 3 foram assassinadas no outro, teve um aumento de 50%. Só um exemplo que números relativos não querem dizer muita coisa.

Já aqui no Brasil, onde os índices de criminalidade extrapolam qualquer estatística e é assustador, os homicídios ocorrem em qualquer lugar, desde o bairro mais pobre ao mais rico, das ruas aos shoppings. A população fica atrás das grades de casa em qualquer lugar.

No Brasil, 60 mil pessoas são assassinadas por ano. Nossa imprensa deveria se dedicar à essa realidade de guerra que vivemos. Não ficar fazendo esse tipo de matéria sensacionalista.
Aqui o povo aceita tudo que lê como realidade absoluta, sem se dar ao trabalho de pensar.

No seu ver, a legalização da maconha para fins recreativos poderia reduzir o tráfico por aqui? eu tenho lá minhas dúvidas, pois trafico nunca vai acabar! Sempre vai haver, e o que é pior: haver disputas de pontos e, consequentementes mortes violentas por conta disso.


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Larry.Tate em 2/9/18, 18:35       
anos | Out 2007 | Mensagens: 2874 | São Paulo - SP
  
 

Rafa! escreveu
Paulo.es escreveu
Citação
O índice de assassinatos por 100 mil habitantes no Uruguai é de 8,1 (e na capital, de 11), contraposto, por exemplo, a 30,8 no Brasil


Aumentou o número de homicídios nos lugares violentos, restrito às "favelas" de lá. E óbvio que inicialmente aumentaria a disputa, porque reduziu o mercado. A tendência é a redução aos poucos.
E se 2 pessoas foram assassinadas num período e depois 3 foram assassinadas no outro, teve um aumento de 50%. Só um exemplo que números relativos não querem dizer muita coisa.

Já aqui no Brasil, onde os índices de criminalidade extrapolam qualquer estatística e é assustador, os homicídios ocorrem em qualquer lugar, desde o bairro mais pobre ao mais rico, das ruas aos shoppings. A população fica atrás das grades de casa em qualquer lugar.

No Brasil, 60 mil pessoas são assassinadas por ano. Nossa imprensa deveria se dedicar à essa realidade de guerra que vivemos. Não ficar fazendo esse tipo de matéria sensacionalista.
Aqui o povo aceita tudo que lê como realidade absoluta, sem se dar ao trabalho de pensar.

No seu ver, a legalização da maconha para fins recreativos poderia reduzir o tráfico por aqui? eu tenho lá minhas dúvidas, pois trafico nunca vai acabar! Sempre vai haver, e o que é pior: haver disputas de pontos e, consequentementes mortes violentas por conta disso.


Além de aumentar outros tipos de crimes, já que aqueles bandidos que hoje ganham a vida traficando drogas passarão a agir assaltando casas, assaltando comércios, assaltando bancos, sequestrando, etc...
Não é por que as drogas serão legais que os traficantes se tornarão comerciantes honestos de drogas.

Aqueles que são favoráveis a liberação do comércio das drogas são os descolados que não querem ter a consciência pesada por consumir drogas ilegais.


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