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Papo Aberto > Política   
Cruvinel: as pegadas americanas no Golpe
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ardoss em 4 Jul 2017 - 9:37       
anos | Abr 2006 | Mensagens: 825 | Craíbas - AL
  
 

A embaixadora Ayalde e o agente da Chevron
"Anatomia do golpe: as pegadas americanas
O golpe em curso no Brasil é sofisticada operação político-financeira-jurídico-midiática , tipo guerra híbrida. E será muito difícil deslindá-la", diz o jornalista Pepe Escobar. E mais difícil fica na medida em que surgem contradições entre seus próprios artífices. A enxurrada de conversas que Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro e um dos operadores do Petrolão, teve e gravou com cardeais do PMDB, induz à ilusória percepção de que o impeachment da presidente Dilma Rousseff foi apenas um golpe tupuniquim, armado pela elite política carcomida para deter a Lava Jato e lograr a impunidade. O procedimento “legal” que garantiu a troca de Dilma por Temer, para que ela faça o que está fazendo, foi peça de operação maior e mais poderosa desencadeada ainda em 2013 para atender a interesses internos e internacionais. E nela ficaram pegadas da ação norte-americana. Interesses internos: remover Dilma, criminalizar o PT, inviabilizar Lula como candidato a 2018 e implantar uma política econômica ultra-liberal, encerrando o ciclo inclusivo e distributivista. Interesses externos: alterar a regra do pré-sal e inverter a política externa multilateralista que resultou nos BRICS, na integração sul-americana e em outros alinhamentos Sul-Sul. As gravações de Machado desmoralizam o processo e seus agentes e complicam a evolução do governo Temer mas nem por isso o inteiro teor da trama pode ser reduzido à confissão de Romero Jucá, de que uma reunião de caciques do PMDB, PSDB, DEM e partidos conservadores menores, em reuniões noturnas, decidiram que era hora de afastar Dilma para se salvarem. E daí vieram a votação de 17 de abril na Câmara, a farsa da comissão especial e a votação do dia 11 de maio no Senado. Um longo caminho, entretanto, foi percorrido até que estes atos “legais” fossem consumados. Para ele contribuíram a Lava Jato e suas estrelas, a Fiesp com seu suporte a grupos pró-impeachment e o aliciamento de deputados, o mercado com seus jogos especulativos na bolsa e no câmbio para acirrar a crise, Eduardo Cunha e seus asseclas com as pautas bombas na Câmara. E também as obscuras mas perceptíveis ações da NSA, Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos, e da CIA, na pavimentação do caminho e na fermentação do clima propício ao desfecho. Os grampos contra Dilma, autoridades do governo e da Petrobrás, os protestos contra o governo, o desmanche econômico e a dissolução da base parlamentar, tudo se entrecruzou entre 2013 e 2016. Se os que aparecem agora nas conversas gravadas buscaram poder, impunidade e retrocesso ao país de poucos e para poucos, os agentes externos miraram o projeto de soberania nacional e o controle de recursos estratégicos, em particular o petróleo do Pré-Sal. Não por acaso, a aprovação do projeto Serra, que suprime a participação mínima obrigatória da Petrobrás, em 30%, na exploração de todos os campos licitados, entrou na agenda de prioridades legislativas do novo governo.
Muito já se falou da coincidente chegada ao Brasil, em agosto de 2013, de Liliana Ayalde como embaixadora dos Estados Unidos, depois de ter servido no Paraguai entre 2008 e 2011, saindo pouco antes do golpe parlamentar contra o ex-presidente Fernando Lugo. Num telegrama ao Departamento de Estado, em 2009, vazado por Wikileaks, ela disse:. “Temos sido cuidadosos em expressar nosso apoio público às instituições democráticas do Paraguai – não a Lugo pessoalmente”. E num outro, mais tarde : “nossa influência aqui é muito maior que as nossas pegadas”. O que nunca se falou foi que a própria presidente Dilma, tomando conhecimento dos encontros que Ayalde vinha tendo com expoentes da oposição no Congresso, mandou um emissário avisá-la de que via com preocupação tais movimentos. Eles cessaram, pelo menos ostensivamente. Ayalde havia chegado pouco antes da Lava Jato esquentar e no curso da crise diplomática entre o Brasil e os Estados Unidos, detonada pela denúncia do Wikleaks de que a NSA havia grampeado Dilma, Petrobrás e outros tantos. Segundo Edward , o exagente da NSA que denunciou a bibilhotagem, “em 2013 o Brasil foi o país mais espionado do mundo”. Em Brasília funcionou uma das 16 bases americanas de coleta de informações, uma das maiores. A regra de exploração do pré-sal e a participação do Brasil nos BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, India. Chia e Africa do Sul), especialmente depois da criação, pelo bloco, de um banco de desenvolvimento com capital inicial de US 100 bilhões, encabeçaram as contrariedades americanas com o governo Dilma. Recuemos um pouco. Em dezembro de 2012, as jornalistas Cátia Seabra e Juliana Rocha publicaram na Folha de São Paulo telegrama diplomático vazado por Wikileaks, relatando a promessa do candidato José Serra a uma executiva da Chevron, de que uma vez eleito mudaria o modelo de partilha da exploração do pré-sal fixado pelo governo Lula: a Petrobrás como exploradora única, a participação obrigatória de 30% em cada campo de extração e o conteúdo nacional dos equipamentos. Estas regras, as petroleiras americanas nunca aceitaram. Elas querem um campo livre como o Iraque pós-Saddam. A Folha teve acesso a seis telegramas relatando o inconformismo delas com o modelo e até reclamando da “falta de senso de urgência do PSDB”. Serra perdeu para Dilma em 2010 mas como senador eleito em 2014, apresentou o projeto agora encampado pelo governo Temer No primeiro mandato, Dilma surfava em altos índices de popularidade até que, de repente, a pretexto de um aumento de R$ 0,20 nas tarifas de ônibus de São Paulo, estouraram as manifestações de junho de 2013. Iniciadas por um grupo com atuação legítima, o Movimento Passe Livre, elas ganham adesão espontânea da classe média (que o governo não compreendeu bem como anseio de participação) e passam a ser dominadas por grupos de direita que, pela primeira vez, davam as caras nas ruas. Alguns, usando máscaras. Outros, praticando o vandalismo. Muitos inocentes úteis entraram no jogo. Mais tarde é que se soube que pelo menos um dos grupos, o MBL, era financiado por uma organização de direita norte-americana da família Koch. E só recentemente um áudio revelou que o grupo (e certamente outros) receberam recursos também do PMDB, PSDB, DEM e SD. Aparentemente a ferida em Dilma foi pequena. Mas o pequeno filete de sangue atiçou os tubarões. Começava a corrida para devorá-la. A popularidade despencou, a situação econômica desandou, veio a campanha de 2014 e tudo o que se seguiu.
Mas nesta altura, a espionagem da NSA já havia acontecido, tendo talvez como motivação inicial a guerra do pré-sal. Escutando e gravando, encontraram outra coisa, o esquema de corrupção. E aqui entram os sinais de que as informações recolhidas foram decisivas para a decolagem da Lava Jato. Foi logo depois do Junho de 2013 que as investigações avançaram. A partir da prisão do doleiro Alberto Yousseff, numa operação que não tinha conexão com a Petrobrás, o juiz federal Sergio Moro consegue levar para sua alçada em Curitiba as investigações sobre corrupção na empresa que tem sede no Rio, devendo ter ali o juiz natural do caso. Moro havia participado, em 2009, segundo informe diplomático também vazado por Wikileaks, de seminário de cooperação promovido pelo Departamento de Estado, o Projeto Pontes, destinado a treinar juízes, procuradores e policiais federais no combate à lavagem de dinheiro e contraterrorismo. Participaram também agentes do México, Costa Rica, Panamá, Argentina, Uruguai e Paraguai. Teria também muitas conexões com procuradores norte-americanos. Com a prisão de Yousseff, a Lava Jato deslancha como um foguete. Os primeiros presos já se defrontam com uma força tarefa que detinha um mundo de informações sobre o esquema na Petrobrás. Executivos e sócios de empreiteiras rendiam-se às ofertas de delação premiada diante da evidência de que negar era inútil, só agravaria suas penas. O estilo espetaculoso das operações e uma bem sucedida tática de comunicação dos procuradores e delegados federais semeou a indignação popular. Vazamentos seletivos adubaram o ódio ao PT como “cérebro” do esquema.
As coisas foram caminhando juntas, na Lava Jato, na economia e na política. A partir do início do segundo mandato de Dilma, ganharam sincronia fina. Na Câmara, Eduardo Cunha massacrava o governo e a cada derrota o mercado reagia negativamente. A Lava Jato, com a ajuda da mídia, envenenava corações e mentes contra o governo. Os movimentos de direita e pró-impeachment ganharam recursos e músculos para organizar as manifestações que culminaram na de 15 de março. A Fiesp entrou de cabeça na conspiração e a Lava Jato perdeu todo o pudor em exibir sua face política com a perseguição a Lula, a coerção para depor no aeroporto de Congonhas e finalmente, quando ele vira ministro, a detonação da última chance que Dilma teria de rearticular a coalizão, com o vazamento da conversa entre os dois. No percurso, Dilma e o PT cometeram muitos erros. Erros que não teriam sido fatais para outro governo, não para um que já estava jurado de morte. Mas este não é o assunto agora, nesta revisitação em busca da anatomia do golpe.
Em março, a ajuda externa já fizera sua parte mas as pegadas ficaram pelo caminho. O governo já não conseguia respirar. Mas, pela lei das contradições, a Lava Jato continuou assustando a classe política, sabedora de que poderia “não sobrar ninguém”. É quando os caciques se reúnem, como contou Jucá, e decidiram que era hora de tirar Dilma “para estancar a sangria”. Desvendar a engrenagem que joga com o destino do Brasil desde 2013 é uma tentação frustrante. Faltam sempre algumas peças no xadrez. Mas é certo que, ainda que incompleta, a narrativa do golpe não é produto de mentes paranoicas. No futuro, os historiadores vão contar a história inteira de 2016, assim como já contaram tudo ou quase tudo sobre 1964."

ps.: Em tempo: pequeno acréscimo a esse notável texto da notável Cruvinel: o ladrão presidente, quando era um parlamentar do baixo-clero, passou informações sigilosas ao cônsul americano em São Paulo, como demonstrou também o WikiLeaks que flagrou o traidor do Serra. O Temer era tão inexpressivo que a CIA mandava o Consul e não o Embaixador recolher o que ele expelia. - PHA

fonte: https://www.conversaafiada.com.br/mundo/cruvinel...ericanas-no-golpe


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CRISPIM em 4 Jul 2017 - 9:54       Moderação
anos | Fev 2006 | Mensagens: 6936 | Itajaí - SC
  
 

Ruim ou não, muito bom que os políticos Brasileiros tiraram esta quadrilha de salafrários do Poder.
Faliram o País com tantos gastos aos Países comunas, artistas, bolsa aos baixo clero dos partidos que apoiavam...era muita roubalheira e tem gente que defende estes calhordas que foram chutados do Palácio de Brasília.

Nenhum político é santo, porém, a guinada no governo da chapa 2014 que se deu com a saída da Dilma, ainda está podre da corrupção implantada no Brasil pelo seu líder máximo....lulinha.
Sendo assim ele, o governo atual, tem pouco apoio e mais um suspeito de corrupção, em investigação pelo STF.


Abs.


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leco em 4 Jul 2017 - 10:40       
anos | Abr 2006 | Mensagens: 580 | Curitibanos - SC
  
 

O golpe de 64 foi idealizado pelo Imperialismo estadunidense com o conluio dos militares e já naquela época a mídia teve o papel de fazer a cabeça do povo. Embarcamos no conto da preocupação com a liberdade quando o objetivo do dominador era a preocupação com o mercado ,e com o medo de que com nossas riquezas naturais e outros fatores geográficos e climáticos num futuro não muito distante tornaria-mos uma potência global.O que veio mais tarde todo mundo conhece o resultado.
Passados mais de 50 anos a história se repete.A despeito da corrupção camuflada ,inerente a cultura brasileira,com Lula o País teve um lampejo de prosperidade com a maior de distribuição de renda e alternativas que impulsionaram a economia .
E a preocupação não apenas com o Brasil, mas de todas as demais Américas e os emergentes.
O primeiro passo é derrubar o preço do Petróleo,com isso dá uma rasteira em muitos. Mata-se vários coelhos com uma só bordada.Diminue o perigo dos Árabes,tira o poder dos russos ,afeta os chineses, e na América do Sul líquida com a Venezuela que se tornou um pequeno calo incômodo. Calo que associado ao gigante adormecido é uma ameaça aos interesses imperialistas.
A investida para retomar o status quo, começa pelo golpe no Paraguai.
Acho que a maioria esqueceu os grampos na Petrobrás e no gabinete de Dilma pela Agência NSA. Creio que foi um dos fundamentos do golpe. Suspeita_se que Moro foi adestrado nos EUA para ser o tutor da Lava Jato. Enfim ,um circo montado tendo como espetáculo a corrupção aparentemente nova e de propriedade do PT. O povo se indignou ,promoveu falsos heróis,embarcou na onda do golpe.


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STOLEDO em 4 Jul 2017 - 16:53       
anos | Dez 2010 | Mensagens: 883 | Borda da Mata - MG
  
 

não gosto do comunismo, pra mim não serve. gosto mais de um socialismo. a venezuela por exemplo, que rolo aquele maduro está aprontando por lá, falta de liberdade em cuba é uma situação ruim pra gente acostumado com liberdade, e etc. mas concordo com o leco aí em cima. deu pra pre-sentir , quando começou as notícias de pasadena , aqueles grampos de telefone da dilma , aquela cartinha do vice presidente , reclamando de estar em segundo plano, as patas bombas, que alguma coisa iria acontecer . e aconteceu. só que ao contrário do que se diz , ao forçar a saída da dilma, nossos atuais governantes provocaram esse desastre da economia ,e agora não estão conseguindo por nos eixos. os americanos são bons de canudinho . gosto do cinema americano, mas eles interferem demais e depois caem fora .

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Ademir em 4 Jul 2017 - 23:03       
anos | Abr 2008 | Mensagens: 3364 | Paranavaí - PR
  
 

O ódio ao Partido dos Trabalhadores, suas lideranças e o que eles representam parece que deixam as pessoas cegas.

O artigo acima afirma categoricamente que a piora da economia foi feita de forma deliberada por congressistas, como Eduardo Cunha, ataques especulativos no mercado financeiro e apoio da FIESP e dá mídia no financiamento e organização de protestos ditos apartidários.

Tudo isso para implantar uma economia e políticas ultraliberais, que deixarão grande parte do povo de nosso pais a margem do desenvolvimento.

Ou seja, um país onde 1/3 terão chances de viver bem e o restante permanecerão no eterno limbo do subdesenvolvimento, como mão de obra barata e descartável.


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holygod 10 em 5 Jul 2017 - 22:48       
anos | Nov 2006 | Mensagens: 2367 | Contagem - MG
  
 

Que tamanho de texto pra FALAR QUE É PETISTA.
Não precisava de tanto.


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holygod 10 em 5 Jul 2017 - 22:51       
anos | Nov 2006 | Mensagens: 2367 | Contagem - MG
  
 

Até eu ler este texto achei que a crise instalada no governo Dilma seria por incompetência dela como governante, mas continuo achando que quem mais destruiu o Brasil foi a incompetência governamental.

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Larry.Tate em 6 Jul 2017 - 0:00       
anos | Out 2007 | Mensagens: 2094 | São Paulo - SP
  
 

As pessoas tem memória curta demais.

Esqueceram que foi a Dilma que gastou U$ 100 bilhões de dólares em subsídios vendendo gasolina importada por um preço menor do que o pago para importar.

Esqueceram que foi a Dilma que desestruturou todo o sistema elétrico brasileiro com subsídios que estamos pagando até hoje.

Esqueceram que foi a Dilma que bateu recordes de consumo em termelétricas a Diesel pois os governos petistas não investiram o suficiente em fontes alternativas de energia.

Agora toda a culpa é do Temer, mesmo sendo a Dilma que tomava as decisões erradas.

Não quero dizer que o Temer seja inocente, quero dizer que é um erro atribuir a crise de hoje ao governo de hoje.


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mjbondioli em 6 Jul 2017 - 10:50       
anos | Jan 2017 | Mensagens: 451 | Pindamonhangaba - SP
  
 

Como esse povo gosta de teorias da conspiração...

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ardoss em 6 Jul 2017 - 11:25       
anos | Abr 2006 | Mensagens: 825 | Craíbas - AL
  
 

mjbondioli escreveu
Como esse povo gosta de teorias da conspiração...


Ou histórias da carochinha!


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