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Papo Aberto   
O significado de ficar um ano no espaço
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CRISPIM em 11/1/18, 8:26       Moderação
anos | Fev 2006 | Mensagens: 8282 | Itajaí - SC
  
 

Tirei um tempinho e reuní os principais dados da Estação Espacial Internacional (ISS) em um Folhetim e destacando os Países que participara de sua construção.
O Brasil assinou acordo com a Nasa e ainda é membro participante da ISS.



Construção da ISS contou com a colaboração de 15 países
ACConstrução da ISS contou com a colaboração de 15 países
A Estação Espacial Internacional (ISS) é a maior e mais moderna estrutura já montada pelo homem no espaço. Com 109 metros de largura, 73 metros de comprimento, 20 metros de altura e cerca de 450 mil kg, serve como plataforma para missões e como laboratório para experimentos espaciais.
Além do aprendizado por meio de experimentos no ambiente de baixa gravidade, há outro aspecto importante entre as funções científicas da estação internacional. “A ISS também é um lugar para aprender sobre os impactos de um voo espacial de longa duração em seres humanos e seus equipamentos antes de enviá-los para viagens ao espaço profundo e, eventualmente, Marte”, aponta John M. Logsdon, professor emérito do Instituto de Política Espacial da Universidade George Washington.
A estação fica em uma órbita baixa (350 km de altitude), pode ser vista a olho nu e viaja a uma velocidade média de 27.700 km/h, orbitando a Terra a cada 90 minutos. Esse gigante terrestre (ou nanico espacial) é resultado do esforço de 15 nações - EUA (Nasa), Rússia (Roscosmos), Japão (Jaxa), Canadá (CSA) e 11 países da Agência Espacial Europeia (ESA) - que trabalharam juntas durante 13 anos, de 1998 até 2011, para o desenvolvimento da estação.




Módulo Zarya (módulo-base)
O módulo Zarya começou a ser construído em 1994 e marca o início da Estação Espacial Internacional (ISS), pois foi o primeiro componente da estação a ser enviado ao espaço. Produzido pela Rússia e financiado pelos EUA, mantinha, quando lançado, todas as funções da estação - orientação, energia e propulsão. Hoje funciona como depósito de equipamentos e reservatório de combustível.
Lançamento: 20 de novembro de 1998.
Países: Rússia e Estados Unidos.





Unity (expansão do Zarya)
O ônibus espacial Endeavour levou a primeira peça produzida pelos EUA, o Unity Node, para ser acoplada ao módulo Zarya e funcionar como uma extensão do módulo básico. O Unity serve como centro de suprimentos dos astronautas e central de energia.
Lançamento: 4 de dezembro de 1998.
País: Estados Unidos.




Módulo Zvezda (módulo de serviço)
O módulo de serviço russo serviu como alojamento principal do primeiro grupo de astronautas, que viria no mês de novembro do mesmo ano (2000).
Lançamento: 12 de julho de 2000.
País: Rússia.




Destiny (laboratório americano)
A chegada do laboratório americano Destiny à ISS foi um marco na construção da estação. A partir de então, várias experiências e estudos puderam ser conduzidos a bordo da ISS.
Lançamento: 7 de fevereiro de 2001.
País: Estados Unidos.





Canadarm 2 (robô)
Também conhecido como Sistema Móvel de Serviço (MSS - Mobile Servicing System, em inglês) o Canadarm 2 é um braço robotizado que ajudou na construção do complexo orbital.
Lançamento: 19 de abril de 2001.
País: Canadá.



Quest Airlock (módulo)
O Quest Airlock é um módulo pressurizado enviado à ISS para servir como principal entrada e saída para as caminhadas no espaço. Até então, os russos só podiam fazer essas caminhadas a partir do módulo de serviço Zvezda, enquanto os americanos dependiam do ônibus espacial que estivesse acoplado.
Lançamento: 12 de julho de 2001.
País: União Europeia.



Pirs (módulo de acoplagem)
O módulo Pirs foi enviado para cumprir duas funções principais: servir como ponto de encaixe para as naves russas Soyuz e também como porta de entrada e saída para missões fora da ISS.
Lançamento: 14 de setembro de 2001.
País: Rússia.






Harmony (expansão do Zarya)
Assim como o componente Unity, Harmony era uma extensão do módulo básico, ajudando na sua ampliação e preparando o terreno para a chegada dos novos laboratórios. Hoje o módulo Harmony serve de ligação e passagem entre os laboratórios internacionais e os veículos espaciais de carga.
Lançamento: 23 de outubro de 2007.
País: Estados Unidos.





Columbus (laboratório europeu)
O laboratório Columbus é a principal contribuição da Agência Espacial Europeia (ESA) à ISS. Em seu ambiente, são realizados experimentos científicos, principalmente nas áreas de biomedicina e física de fluidos.
Lançamento: 7 de fevereiro de 2008.
País: União Europeia.





Dextre (robô)
Assim como o Canadarm 2, o Dextre, também conhecido como Manipulador de Propósito Específico Dexterous (SPDM, na sigla em inglês), é um robô. De origem canadense, Dextre tem como principal função realizar o trabalho de manutenção e reparos da estação, reduzindo a quantidade de caminhadas espaciais empreendidas pelos astronautas.
Lançamento: 11 de março de 2008.
País: Canadá.





Kibo (laboratório japonês)
O Módulo Experimental Japonês (JEM, sigla a partir do nome em inglês) é mais conhecido como Kibo, que significa “esperança” em japonês. O laboratório constitui-se da primeira contribuição do Japão à ISS. É usado para armazenar equipamentos e realizar experiências em medicina espacial, biologia, astronomia, biotecnologia e pesquisas em comunicações.
Lançamento: 31 de maio de 2008.
País: Japão.




Poisk (módulo de pesquisa)
Quase idêntico ao módulo de acoplagem Pirs, o módulo Poisk serve como ponto de atracagem das naves russas Soyuz e Progress e como interface para as caminhadas espaciais. Além disso, oferece espaço extra para experimentos científicos.

Lançamento: 10 de novembro de 2009.
País: Rússia.




Tranquility (expansão do Zarya)
Tranquility foi o terceiro módulo de expansão a ser acoplado à ISS, fornecendo espaço adicional para os membros da tripulação e comportando, inclusive, uma esteira. O módulo também pode servir como um ponto extra de ancoragem para os veículos que visitam a estação.

Lançamento: 8 de fevereiro de 2010.
País: Estados Unidos.





Cúpula
Juntamente com o módulo Tranquility, foi enviada à ISS uma cúpula, produzida pela ESA, que permite uma visão de 360 graus do espaço, devido a suas sete janelas. A partir desse módulo, os astronautas podem observar e operar o braço robótico principal da estação.

Lançamento: 8 de fevereiro de 2010.
País: União Europeia.





Rassvet (módulo de pesquisa)
Da mesma forma que o Poisk, o Rassvet também é um módulo de pesquisa, usado principalmente para armazenamento de cargas e algumas operações, além de servir como um quarto ponto de acoplagem para as naves russas Soyuz e Progress.

Lançamento: 14 de maio de 2010.
País: Rússia.




Leonardo (módulo permanente multipropósito)
O módulo logístico multiusos Leonardo (MPLM, na sigla em inglês) se transformou de um veículo de logística, usado por 10 anos para transportar carga, em um módulo permanente (PMM, na sigla em inglês), acoplado à ISS em 2011. Esse espaço adicional permite armazenar equipamentos, experimentos e suprimentos.

Lançamento: 24 de fevereiro de 2011.
País: União Europeia.




Robonauta 2 (robô)
Além do módulo Leonardo, o ônibus espacial Discovery também levou para a estação o Robonauta 2, o primeiro robô humanoide no espaço. O robonauta foi enviado para a ISS para ajudar nas tarefas, principalmente nas consideradas mais perigosas para os astronautas.

Lançamento: 24 de fevereiro de 2011.
País: Estados Unidos.





O esqueleto da ISS
Além de todos esses componentes, o “esqueleto” da ISS, que contém os radiadores e os painéis solares, também foi sendo montado aos poucos, começando em 2000 e finalizando em 2009. A construção da estação espacial internacional foi oficialmente concluída com a missão STS-135, em 8 de julho de 2011, a bordo da Atlantis, que marcou o último voo do programa de ônibus espaciais e o término da ISS.



Futuro da ISS
Até o final de março de 2013, a ISS contava com mais de 5,2 mil dias em órbita e mais de 4,5 mil dias ocupada com tripulação. Mas a quantidade de dias que a estação espacial permanecerá em órbita ainda é incerta. Além de voos de carga de rotina, que fazem entregas para a estação espacial, e do laboratório russo Nauka, programado para voar no final deste ano, ou início de 2014, para substituir o módulo de acoplagem Pirs, a ISS tem poucos anos até seu fim - pelo menos aquele planejado inicialmente.
Isso porque os primeiros componentes da ISS foram lançados em 1998. Em 2020, data inicialmente estimada para encerrar as atividades da estação, alguns módulos já terão mais de 20 anos. Conforme Logsdon, porém, a Nasa verificou que elementos-chave da estação podem operar até pelo menos 2028. “A decisão de estender a utilização da ISS além de 2020 depende do julgamento se os benefícios vão compensar os gastos com essa operação continuada”, explica. De acordo com a Nasa, o plano é desorbitar a ISS na atmosfera da Terra, em algum lugar sobre o Oceano Pacífico, quando chegar a hora e quando os parceiros internacionais concordarem que é tempo.





O Brasil na ISS
Embora o Brasil não tenha colaborado na construção da estação espacial, o país assinou acordo com a Nasa e ainda é membro participante da ISS. No dia 30 de março de 2006, durante a missão Centenário, o astronauta brasileiro Marcos Pontes teve a oportunidade de conhecer a Estação Espacial Internacional. “Chegar na ISS depois de 2 dias a bordo da pequena Soyuz, em órbita do planeta, foi, inicialmente, um alívio. Ela parecia tão grande e magnífica, comparada com a Soyuz”, relembra.
Como astronauta do núcleo da NASA para manutenção da ISS e especialista de missão, um nome bonito para "mecânico de espaçonave", segundo o próprio Pontes, ele teve que trabalhar em todos os sistemas e em todos os módulos e elementos da ISS. “A experiência de trabalhar no espaço é extremamente marcante a nível pessoal e profissional. Você aprende muito em todos os sentidos. Além da experiência profissional, que hoje me qualifica a retornar (espero que nos próximos anos) ao espaço para uma segunda missão, também causa uma mudança na maneira como vejo a vida e o comportamento das pessoas”, alega.
Em 2006, quando Pontes visitou a ISS, a estação ainda não estava concluída. Por isso, o astronauta não conseguiu conferir muitos dos elementos que hoje compõem a estrutura. Mesmo assim, o brasileiro ficou impressionado com o que viu. “A ISS já era algo maravilhoso em termos de tecnologia. É estranho dizer isso, mas quando estávamos nos aproximando para acoplagem, ela parecia algo vivo, uma linda criatura vivendo próximo da Terra, assistindo tudo, os dramas, a insensatez, a vida da humanidade na superfície do planeta e tentando, de alguma forma, ajudar a reduzir o sofrimento de tantos, ensinando alguns”, revela.


COPY E MÉRITO: http://noticias.terra.com.br/ciencia/infograficos/iss/


Abraços.


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mjbondioli em 11/1/18, 10:05       
anos | Jan 2017 | Mensagens: 811 | Pindamonhangaba - SP
  
 

Crispim, para complementar seu post, aqui vão algumas observações caseiras (feitas por astrônomos amadores) da ISS passando pela Lua e pelo Sol. Essa é um tarefa um tanto quanto difícil, pois é preciso saber a data e hora exata na qual a ISS irá passar em sua cidade e ficar esperando. O resultado, como pode ser visto, é fascinante.














Aqui, um link com dicas para se comprar o primeiro telescópio. Eu possuo apenas um binóculo astronômico, com o qual consigo enxergar perfeitamente o relevo lunar.

https://unidospelaastronomia.wordpress.com/2015/...meiro-telescopio/

Minhas observações por telescópio foram feitas em equipamento de terceiros, muitas feitas em noites de vigília de ovnis (já consegui observar um objeto anômalo em uma dessas noites).

E aqui, um bom telescópio, usado:

http://www.astrolua.com.br/newtoniano-130mm-com...cher-764642155xJM

(não deveria ter posto esse link, pois pretendo comprar o bichinho...)


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leco em 11/1/18, 10:47       
anos | Abr 2006 | Mensagens: 1138 | Curitibanos - SC
  
 



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CRISPIM em 11/1/18, 12:56       Moderação
anos | Fev 2006 | Mensagens: 8282 | Itajaí - SC
  
 

mjbondioli, show mesmo os vídeos.

Seguir a ISS

Links:

http://www.isstracker.com/ posição


http://www.satflare.com/track.asp?q=25544#TOP (Ao Vivo, os Astronautas)


http://iss.astroviewer.net/ posição


http://www.n2yo.com/?s=25544 posição e este usado em satélites.







Alegre 2


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CRISPIM em 11/1/18, 13:32       Moderação
anos | Fev 2006 | Mensagens: 8282 | Itajaí - SC
  
 

leco escreveu




Tenho esta Leco, show
Alegre





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stanga em 11/1/18, 17:53       
anos | Mai 2008 | Mensagens: 381 | Florianóplis - SC
  
 

CRISPIM escreveu
leco escreveu




Tenho esta Leco, show
Alegre





Me convença que a terra é um globo...


Responder com Citação   

luizsat2 em 11/1/18, 20:13       
anos | Abr 2006 | Mensagens: 15 | Caieiras - SP
  
 

Responder com Citação   

mjbondioli em 11/1/18, 20:19       
anos | Jan 2017 | Mensagens: 811 | Pindamonhangaba - SP
  
 

stanga escreveu


Me convença que a terra é um globo...


















Tem algumas explicações iguais, feitas por pessoas diferentes, só para garantir que entendeu!


Responder com Citação   

mjbondioli em 11/1/18, 20:31       
anos | Jan 2017 | Mensagens: 811 | Pindamonhangaba - SP
  
 

Uma explicação da questão das rotas, distâncias e tempo de vôo que são incompatíveis na Terra plana, feita por alguém que entende de aeronáutica.








Responder com Citação   

mjbondioli em 11/1/18, 20:50       
anos | Jan 2017 | Mensagens: 811 | Pindamonhangaba - SP
  
 

luizsat2 escreveu
Uma vergonha.
http://gizmodo.uol.com.br/made-brazil-o-brasil-...al-internacional/

Luiz Carlos


O Marcos Pontes, justiça seja feita ser o primeiro astronauta brasileiro, foi antes de tudo um turista espacial, como muitos que frequentemente pagam milhões de dólares para visitar a ISS. Só que ao contrário desses turistas, bilionários ou pessoas que venceram algum concurso e tiveram a viagem patrocinada, ele foi ao espaço com tudo pago pelo governo federal.

Ou seja, nós.

Alguém se lembra quem era o presidente na época?

Se ele tivesse feito alguma experiência que justificasse sua ida, ou o Brasil tivesse construído aquilo que lhe foi proposto para participar do consórcio da ISS, até haveria justificativa. Mas o máximo que ele fez, tanto na Soyuz quanto na ISS foi um trabalho meramente técnico.

Mais uma enganação daquele senhor de 9 dedos adorado por muitos.


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