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O canal VIVA conta com três fortes novelas em sua programação. Uma da década de 2000. Outra dos anos 90. Já a terceira dos anos 80. Três grandes sucessos da história da teledramaturgia brasileira.

“Sassaricando”, de Silvio de Abreu com direção geral de Cecil Thiré e Atilio Riccó, é uma das minhas primeiras lembranças de telenovela. O interessante é compará-la com o remake “Haja Coração” que se baseou na história dos anos 80. Realmente, Claudia Raia se destacou na obra original como Tancinha. Interpretação marcante. Entregue à personagem. Nas mãos de Mariana Ximenes, a feirante recebeu uma nova coloração. Marcos Frota é Beto. E Alexandre Frota encarnava Apolo.

O elenco é recheado de símbolos da dramaturgia nacional, como Paulo Autran, Tonia Carrero, Eva Wilma, Irene Ravache, Edson Celulari, Maitê Proença, Cristina Pereira (que recebeu uma justa homenagem em Haja Coração), Diogo Vilela, Jandira Martini, Lolita Rodrigues, Rômulo Arantes (que interpreta Adônis), Carlos Zara, entre tantos outros. “Haja Coração” funciona como uma versão genérica. Em “Sassaricando”, também é interessante acompanhar Jorge Lafond que já aparecia em uma personagem pré-Vera Verão. Um novelão que simboliza a década oitentista.

A segunda novela da trinca é “A Viagem”, megassucesso dos anos 90. O canal já exibiu a trama de Ivani Ribeiro com direção geral de Wolf Maya. Retorna à programação. É uma obra que até hoje ecoa na Rede Globo. Histórias com teor espírita ganham espaço, principalmente na faixa das seis.

E, por fim, surge “Mulheres Apaixonadas”, última grande obra de Manoel Carlos, com núcleo de Ricardo Waddington, que engatou sucesso atrás de sucesso, desde “Felicidade”, na TV Globo. É uma novela perfeita. História central competente com uma série de núcleos paralelos que despertavam a atenção do telespectador. Obra que alavancou Bruna Marquezine até os dias atuais. Personagens que deixaram marcas na memória afetiva do público, como Heloisa (Giulia Gam), Doris (Regiane Alves) e Marcos (Dan Stulbach).

Sassaricando, A Viagem e Mulheres Apaixonadas simbolizam eras da televisão brasileira.

Fabio Maksymczuk