viva A saudosa Dercy Gonçalves é entrevistada no "Cassino do Chacrinha" da próxima segunda, dia 21, a partir das 20h30, no canal de televisão por assinatura VIVA. A atração mostra duas das figuras mais emblemáticas da televisão brasileira em um encontro descontraído e, é claro, com irreverência de sobra, marca de Abelardo Barbosa e Dercy.

No programa exibido originalmente em 1988, pela TV Globo, a atriz enfrenta perguntas do corpo de jurados formado por Elke Maravilha, os atores Jece Valadão, Claudia Raia, Ana Maria Nascimento Silva, Simone Carvalho, a modelo Vanessa de Oliveira e o jornalista Heitor Reis. Rômulo Arantes completa a bancada levando o auditório à loucura. Quem recebe a comediante no palco é João Kleber que, nesta época, dividia a apresentação do "Cassino" com o Velho Guerreiro.

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Ana Maria abre a entrevista perguntando como a veterana vê a posição da mulher na sociedade ao longo das gerações que acompanhou. Dercy é direta: "Acho que a mulher está muito avacalhada". Em sua opinião, elas deviam se comportar melhor. "Estão se desvalorizando porque querem. Essas meninas, no ano 2000, vão decidir o valor delas", comenta. A convidada ressalta ainda que, se as moças continuarem com o bumbum de fora, não vai ter jeito: vai acabar ficando homem com homem e mulher com mulher.

Elke entra em um assunto polêmico ao questionar se Dercy concorda com pessoas que a veem como pornográfica. "Não acho nada de mim. O que as pessoas acham é problema delas. Quem me acha pornográfica é porque já tem a libertinagem na cabeça. Não faço pornografia. Falo a minha linguagem brasileira. Represento exatamente o escracho do Brasil", defende.

Em seguida, Heitor questiona como ela mantém tanta vitalidade. "Faço o normal. Tenho qualidade de vida, me amo. Isso é muito importante! Me respeito e me amo", resume. Dercy explica ainda que não tem muitos vícios em sua vida. Jece também faz uma pergunta: "Quem você mandaria para uma ilha deserta sem passagem de volta?". "Olha, no momento, o plenário", responde.

Ainda na entrevista, Dercy fala sobre o surgimento da AIDS. "Você acha paranoia das pessoas?", pergunta Simone. "Acho uma coisa tão séria, que não devia estar nem aqui na televisão. E nem nessas propagandas baratas, fabricadas, ordinárias, como existe aí. O que deveríamos ter era uma cúpula do governo para tomar conta e acabar com isso. Dá no filho deles, e quando dá, eles escondem", critica. "Tenho pavor de AIDS. Não beijo mais ninguém. Não quero mais saber de sacanagem. Nada", completa Dercy ao falar sobre a doença sexualmente transmissível.