Discutir a viabilidade da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, o impacto sócio-ambiental e as negociações empresariais implicadas. Esta é a proposta da série especial Belo Monte, uma usina polêmica, que começou na última segunda-feira, 16, no Jornal da Cultura e se estenderá até o próximo sábado, dia 21 de julho, na TV Cultura.

A equipe de reportagem, encabeçada pelo jornalista Ricardo Ferraz, foi até a cidade de Altamira, no Pará, para investigar os desdobramentos da obra que, após a construção, será a terceira maior hidrelétrica do mundo, atrás da chinesa Três Gargantas e de Itaipu. Na região, entrevistou índios, ambientalistas, promotores públicos, sindicalistas, moradores, ribeirinhos, líderes de movimentos sociais, representantes do governo, além das empresas envolvidas. Entre os nomes estão José Goldenberg, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP; André Villas Boas, diretor-geral do Instituto Sócio-Ambiental (ISA); Bruno Alexandre Gütschow, Procurador da República; Celso Knijnik, do Ministério do Planejamento; e os caciques Leôncio Arara, Manuel Juruna e Bekatenti Xikrin.

A série mostra também a realidade de lugares ignorados pela grande imprensa, como o hospital municipal de Altamira, as escolas da cidade, as comunidades ribeirinhas do rio Xingu, as aldeias indígenas, além de revelar os bastidores do canteiro da obra.

Belo Monte, uma usina polêmica pretende jogar luz sobre a necessidade da construção da hidrelétrica, que vai consumir cerca de R$ 30 bilhões, além de lançar discussões sobre o modelo de desenvolvimento promovido pelo governo brasileiro.

O jornalístico da TV Cultura, apresentado por Maria Cristina Poli, vai ao ar de segunda a sexta, às 21h10; e aos sábados, às 21h15.